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domingo, 18 de abril de 2010






18.04 –“DIA INTERNACIONAL DOS MONUMENTOS E SÍTIOS”


Através desta janela vislumbra-se a Natureza pujante, mãe que sustenta a evolução da vida e o equilíbrio natural das espécies.
• O Património que temos, no campo ou na cidade
• E que ao longo da vida nós retemos na Memória
• Foi marcando gerações, deu-lhes uma Identidade.
• São os Monumentos e Sítios que contam a nossa História.

Este ano o “ICOMOS – Conselho Internacional dos Monumentos e Sítios”, elegeu o tema: - “Património Rural / Paisagens Culturais”.
O terceiro “Calhau” que tem entre si e o SOL, Vénus e Mercúrio, é tão belo visto do espaço que o cognominaram de Planeta Azul, mas que de facto se chama TERRA e é nela e dela que o HOMEM vive e é parte integrante da sua PAISAGEM.
Com a sedentarização começou a “tirar” da terra 0 seu sustento, primeiro colectivamente, mais tarde “nasceu” o conceito de propriedade e aí foi o princípio do MAL, que veio a dar lugar a contendas, de maior ou menor amplitude, que com a evolução demográfica se vão agravando nos tempos que correm.
A terra, posse de poucos, por vezes ao abandono, contrasta com o interesse de muitos que dela precisam para dela cuidar e tirar dela o seu sustento.
A Floresta e Paisagens Naturais são destruídas por poucos em função do lucro fácil, em contraste com a luta que muitos vêm fazendo na defesa deste Património Natural, que é de TODOS.
LUTEM NA DEFESA DA TERRA, PATRIMÓNIO QUE È DE TODOS.

ARFER

quarta-feira, 14 de abril de 2010





VIVA O CAFÉ "PERFUME DE LIBERDADE"

Seja "Robusta" ou "Arábico"
Do Brasil ou de Timor.
Seja forte ou aromático,
quando é feito com carinho,
tem o aroma da FLOR,
no sentido figurado.
No presente e no passado,
Sabemos que é verdade,
que é à volta do CAFÉ
Que nasce tanta amizade.
Sendo assim já faz sentido,
O convite que te faço ...
VEM TOMAR CAFÉ COMIGO !!!!


CAFÉ AMIGO
O ARFER ESTÁ CONTIGO!

ARFER

sexta-feira, 9 de abril de 2010

OS QUE NÃO REGRESSARAM






9 ABRIL DE 1918 – “BATALHA DE LA LYS” – 1ª GUERRA MUNDIAL (1914/1918)

Em 9 de Abril de 1918, nas trincheiras aguardava-se o ataque do exército alemão. Cerca das quatro horas da madrugada o bombardeamento pesado começa a cair sobre as tropas portuguesas (mal armadas e mal alimentadas). Ainda assim, suportam muitas horas de terror e sofrimento, mas resistem e, com essa atitude, atrasam o avanço das tropas alemãs. Morreram, num dia só, mais de dois mil. Terá sido uma derrota útil para os aliados porque atrasou a ofensiva alemã.
AS GUERRAS SÃO E SERÃO SEMPRE UMA DERROTA PARA A HUMANIDADE. ARFER

BATALHA DE LA LYS - OS QUE VOLTARAM

ABRIL O MÊS DOS CRAVOS VERMELHOS
















O MÊS DOS CRAVOS VERMELHOS É PLENO DE EFEMÉRIDES E DATAS COMEMORATIVAS.

Curiosamente começa, não com uma efeméride, mas uma tradição:
DIA UM - “DIA DAS MENTIRAS” em Portugal é comum serem os dias todos do ano,
mas neste BLOG não há desse produto.
Ainda que não haja verdades absolutas, as verdades são e serão sempre verdades.
Inventou-se recentemente o termo ou conceito representado pela palavra “inverdade”, mas isso na realidade não existe. É ou não é, eis a questão.
DIA 2 “Dia Internacional do Livro infantil” e dia 8 “Dia mundial dos Ciganos”, lembrei mas não tive tempo. Sobre o dia 9 farei, hoje, uma postagem.
Dia 18 “DIA INTERNACIONAL DOS MONUMENTOS E SÍTIOS” , dia 22 “DIA INTERNACIONAL DA TERRA” e dia 23 “DIA MUNDIAL DO LIVRO ….” SERÃO AQUI LEMBRADOS.
O DIA 25 DE ABRIL (QUE MUITO ME DIZ) TERÁ UM TRATO ESPECIAL.
** LEMBRO, TAMBÉM, QUE O DIA 22 DE ABRIL DE 1500 FOI CONSIDERADA A DATA OFICIAL, QUE ESTÁ NA GÉNESE DA FORMAÇÃO DO PAÍS ONDE A LINGUA PORTUGUESA É MAIS FALADA. (Também, terá o seu espaço merecido)

quarta-feira, 7 de abril de 2010

DIA DA MULHER MOÇAMBICANA















HOJE 7 DE ABRIL É O DIA CONSAGRADO À MULHER MOÇAMBICANA

DATA DA MORTE FÍSICA DE UMA MULHER QUE LUTOU PELA SUA EMANCIPAÇÃO



Josina Machel
(em solteira, Josina Muthemba) foi uma das jovens que na juventude fugiu de Moçambique para se integrar na Frelimo e lutar pela independência do seu país. Em 1969, Josina casou-se com Samora Machel Primeiro presidente de Moçambique, a quem deu um filho, mas morreu no dia 7 de Abril de 1971, vítima de doença. Com a independência de Moçambique, este dia foi consagrado como o Dia da Mulher Moçambicana.

Malangatana Valente Ngwenya, DEDICA GRANDE PARTE DA SUA OBRA À mulher MOÇAMBICANA e nesta frase revela o seu sentir “não estou desiludido com a mulher com quem casei. Ela é superior a mim".

terça-feira, 6 de abril de 2010




SAÚDE DO “EU” DEPENDE DO BEM-ESTAR DA “EMBALAGEM”

OU VICE-VERSA.

A SAÚDE TEM CINCO LETRAS
TAL COMO OS DEDOS DA MÃO
E CINCO SÃO OS SENTIDOS
DIZ-NOS A VOZ DA RAZÃO,
QUE:
SORRIR FAZ BEM À SAÚDE
MAS SÓ SE TIVER SENTIDO
PORQUE UM SORRISO FORÇADO
É UM SORRISO VENDIDO.

SE A SAÚDE NÃO SE COMPRA
UM SORRISO NÃO SE VENDE
TER SAÚDE E SER FELIZ
É ISSO QUE SE PRETENDE.

SAÚDE, BEM-ESTAR E VIDA DE QUALIDADE
SÃO PROMESSAS DOS ELEITOS
PORQUE DEFENDEM CONCEITOS
ONDE NÃO CONSTA A IGUALDADE.

POR ISSO AMIGO, AMIGA
CAMARADA, COMPANHEIRO
LUTA PELO QUE ACREDITAS
QUE A SAÚDE ESTÁ PRIMEIRO.
ARFER

quarta-feira, 31 de março de 2010



PÁSCOA
Era sexta-feira.
Mataram o Homem
porque os incomodava.
Nessa sexta-feira
mataram a vida
que não conseguiam entender.
Um gesto gerador
de tanta “mea-culpa”
que foi capaz de corroer a História
até hoje.
E quantos “matamos” nós
simplesmente porque os não entendemos?
A quantos “julgamentos”
Somos chamados a presidir,
apenas vestidos
Da nossa precária condição de seres humanos?
Saibamos assumir a justiça
da vida plena do outro,
antes que a solidão nos mate,
por falta de eco
no coração de alguém
a quem possamos dizer:
- ALELUIA!

De FERNANDO TAVARES MARQUES



SEIS LETRAS APENAS
Podemos ser o que quisermos.
Antes de mais, somos o que somos,
Seremos lembrados por tudo o que fizermos,
Com a certeza de que também erramos.
O princípio e o fim é o certo que nós temos.
A razão porque somos seres humanos.

Que o “P” de Páscoa signifique: - Pão, Paz e Paridade.
ARFER

sexta-feira, 19 de março de 2010





Morreu em 1984, mas está entre nós. Recordar JOSÉ CARLOS ARY DOS SANTOS é, hoje e sempre, um acto de gratidão colectiva e de decência intelectual. Foi aliado dos sem emprego, dos sem casa, dos sem justiça, dos sem liberdade. Foi um POETA DE CORPO INTEIRO.
A sua obra é o seu bilhete de identidade, reveladora do seu carácter, do sentimento que tinha do povo que amava, não só o seu mas o de todo o povo amante da Liberdade.
Podem encontrar na NET grande parte da sua obra, pesquisem e encontrarão um sopro de LIBERDADE-


SONETO DO TRABALHO

Das prensas dos martelos das bigornas
das foices dos arados das charruas
das alfaias dos cascos das dornas
é que nasce a canção que anda nas ruas.

Um povo não é livre em águas mornas
não se abre a liberdade com gazuas
á força do teu braço é que transformas
as fábricas e as terras que são tuas
-
Abre os olhos e vê. Sê vigilante
a reacção não passará diante
do teu punho fechado contra o medo.

Levanta-te meu povo. Não é tarde.
Agora é que o mar canta é que o sol arde
pois quando o povo acorda é sempre cedo.

Em nome da universalidade dos seus ideais, aqui vai um pequeno excerto do seu poema: -

HOMENAGEM AO POVO DO CHILE
…“Nas suas almas abertas
traziam o sol da esperança
e nas duas mãos desertas
uma pátria ainda criança
Gritavam Neruda Allende
davam vivas ao Partido
que é a chama que se acende
no Povo jamais vencido
– o Povo nunca se rende
mesmo quando morre unido

Foram não sei quantos mil
operários trabalhadores
mulheres ardinas pedreiros
jovens poetas cantores
camponeses e mineiros
foram não sei quantos mil
que tombaram pelo Chile
morrendo de corpo inteiro.”

segunda-feira, 15 de março de 2010


















A “Mensagem” de 3 POETAS, um recado que de modo algum podemos ignorar.

Maiakovski (1893-1930) Poeta russo 'suicidado' após a revolução de Lenin… escreveu, ainda no início do século XX:


Na primeira noite, eles se aproximam
e colhem uma flor de nosso jardim.
E não dizemos nada.

Na segunda noite, já não se escondem,
pisam as flores, matam nosso cão.
E não dizemos nada.

Até que um dia, o mais frágil deles, entra
sozinho em nossa casa, rouba-nos a lua,
e, conhecendo nosso medo,
arranca-nos a voz da garganta.

E porque não dissemos nada,
já não podemos dizer nada.

Depois de Maiakovski

Bertold Brecht (1898-1956


Primeiro levaram os negros
Mas não me importei com isso
Eu não era negro
Em seguida levaram alguns operários
Mas não me importei com isso
Eu também não era operário
Depois prenderam os miseráveis
Mas não me importei com isso
Porque eu não sou miserável
Depois agarraram uns desempregados
Mas como tenho meu emprego
Também não me importei
Agora estão me levando
Mas já é tarde.
Como eu não me importei com ninguém
Ninguém se importa comigo.

Martin Niemöller, 1933 - símbolo da resistência aos nazistas.


Um dia vieram e levaram meu vizinho que era judeu.
Como não sou judeu, não me incomodei.

No dia seguinte, vieram e levaram
meu outro vizinho que era comunista.
Como não sou comunista, não me incomodei.

No terceiro dia vieram e levaram meu vizinho católico.
Como não sou católico, não me incomodei.

No quarto dia, vieram e me levaram;
já não havia mais ninguém para reclamar...
Martin Niemöller, 1933 - símbolo da resistência aos nazistas.

sábado, 13 de março de 2010












O mais pequeno de Todos, mas com uns anos de vida. Na Imagem os cravos são gente livre.




A MINHA RUA

- A minha rua é uma rua qualquer
- É uma rua do mundo, onde há
homem e mulher;
- Também crianças brincando e
onde se aprende a viver.
- Onde o sonho é fantasia, e uma
esperança a crescer.
- É grito de liberdade, na espera
do que há-de vir
- Com Sol e estrela da tarde, que
aguarda a noite cair.
-A minha rua é de gente, onde
a palavra é amiga
- Onde se aprende, cantando
um hino de amor à vida.

ARFER

quarta-feira, 10 de março de 2010






A FRUSTRAÇÃO


Tenho as respostas
A todas as tuas dúvidas.
Só não sei
Quais são as tuas dúvidas.
Tenho a certeza
De corresponder a todos os teus anseios.
Só não sei quais são os teus anseios.
Tenho todas as palavras certas
Para preencher os teus silêncios.
Só não consigo ouvir os teus silêncios.
Tenho as cores todas
Com que se pintam os sonhos.
Só não sei dos teus sonhos que é preciso pintar.
Tenho a paz que amansará
Todas as tuas revoltas.
Só não sei do teu tempo das revoltas.
Tenho os antídotos todos
Para todas as tuas dores.
Só não sei se te queres tratar.
Sei das soluções para as tuas crises.
Só não sei se acreditas que tens crises.
Tenho tudo para ti.
Só não sei se tu existes.

Estou a falar de ti, Povo.
Eu faço parte integrante de ti.
Acredita, de fonte segura,
que ainda não fui atacado pela amnésia,
quase colectiva, que te corrói
e apenas te deixa continuar a não acreditar em mim.
E é pena.
Vou continuar a falar-te e a falar de ti.
Só não sei do prazo da tua surdez artificial.
Restam-me as lágrimas
Que nunca te darei.


Fernando Tavares Marques

segunda-feira, 1 de março de 2010




8 de Março Dia Internacional da Mulher


No dia 8 de Março do ano de 1857, as operárias têxteis de uma fábrica de Nova Iorque entraram em greve, ocupando a fábrica, para reivindicarem a redução de um horário de mais de 16 horas por dia para 10 horas. Estas operárias recebiam menos de um terço do salário dos homens, foram fechadas na fábrica onde, entretanto, se declarara um incêndio, e cerca de 130 mulheres morreram queimadas. Em 1910, numa conferência internacional de mulheres realizada na Dinamarca, foi decidido, em homenagem àquelas mulheres, comemorar o 8 de Março como "Dia Internacional da Mulher". Em 1977, as Nações Unidas proclamam o dia 8 de Março como o:

Dia Internacional dos Direitos da Mulher e daPaz.



Como era antes do 25 de Abril de 1974 . Para que a memória não seja curta


O retrato da mulher durante o Estado Novo



A constituição de 1933, que era a constituição que vigorava antes da Revolução de 25 de Abril de 1974, não estabelecia efectivamente o princípio da igualdade, pelo menos material. Formalmente estabelecia o princípio da igualdade, mas na prática ele não tinha grande vigência.
A mulher praticamente não tinha direitos. Se se tratasse de uma mulher casada, os direitos eram exercidos pelo chefe de família.
A lei portuguesa designava o marido como chefe de família, donde resultava uma série de incapacidades para a mulher casada, contrariamente à mulher solteira, de maioridade, que era considerada cidadã de plenos direitos, ainda que limitados: a mulher não tinha direito de voto, a mulher não tinha possibilidade de exercer nenhum cargo político, e, mesmo em termos da família, a mulher não tinha os mesmos direitos na educação dos filhos.
Nesta altura, a Lei atribuía à mulher casada uma função específica: o governo doméstico, o que se traduzia pela imposição dos trabalhos domésticos como obrigação. E os poderes especiais do pai e da mãe em relação ao filho resultavam na sobrevalorização do pai e subalternidade da mãe, que, como recomendava a lei, apenas devia ser ouvida.
Outro dos problemas que a mulher enfrentava na altura acontecia nas situações de reconstituição da família. O divórcio era proibido, devido ao acordo estabelecido com a Igreja Católica na Concordata de 1944, pelo que todas as crianças nascidas de uma nova relação, posterior ao primeiro casamento, eram consideradas ilegítimas. E havia duas alternativas no acto do registo: a mulher ou dava à criança o nome do marido anterior ou assumia o estatuto de "mãe incógnita". O que não podia era dar o seu nome e o do marido actual. No que diz respeito à questão profissional, a mulher não tinha direito de acesso a determinados lugares que se considerava que deviam ser ocupados por homens. A magistratura, a diplomacia e a política são apenas alguns dos exemplos de sectores profissionais a que a mulher não podia aceder.
Além disso, naquela altura estava escrito em decreto-lei que uma professora só podia casar com um homem que tivesse um vencimento e estatuto superior ao dela. Uma mulher casada não podia ir para o estrangeiro sem autorização do marido, não podia trabalhar sem autorização do marido. O marido podia chegar a uma empresa ou estabelecimento público e dizer: eu não autorizo a minha esposa a trabalhar. E ela tinha que vir embora, tinha que ser despedida"