quinta-feira, 6 de janeiro de 2011
MALANGATANA
Cheguei a casa, cerca das 21h00, sentei-me para jantar e vi a notícia, via TV, em rodapé: “ …faleceu Malangatana …”, não queria crer mas, logo após, confirmei.
Lá fora chovia copiosamente, como se do céu caíssem lágrimas de tristeza. Decidi escrever e fazer lembrar em poucas palavras, quem foi o Pintor, o Poeta, o Escultor, amante da Antropologia e Etnologia, mas, principalmente, amava a natureza, a humanidade e todos quantos com ele conviviam.
Em 6 de Junho de 1936, nasceu em MATALANA (província de Maputo).
Em 1960 tornou-se artista profissional.
No período colonial foi preso pela PIDE (polícia política) juntamente com os poetas José Craveirinha, Rui Nogar e outros cidadãos. Julgado dois anos depois e sem culpa formada (o que era comum) é julgado, absolvido e libertado.
Aderiu à FRELIMO, impulsionou diversos projectos culturais, colaborou intensamente com a UNICEF em acções culturais direccionadas à criança.
Um imenso rol de países de todo o Mundo guarda obras suas.
Estão presentes nas suas obras o “papão”, o povo e a criança mas em grande parte delas é a MULHER MOÇAMBICANA que está em destaque e dele guardo esta frase: “ …Não estou desiludido com a mulher com quem casei, ela é superior a mim ….”
O MUNDO FICOU MAIS POBRE
BEM HAJA
ARFER
MALANGATANA NGWENYA
Não teve berço, nem brinquedo
Dormiu na esteira, no chão
E de noite sentia medo
Que ali chegasse o “papão”.
Em moleque, criado de meninos
Apanha bolas e pastor
Aprendiz de “nyamossoro”
Ansiava um Mundo melhor
Trazia em si a Arte, em cada poro.
Foi em Matalana que nasceu
E experimentou a arte de pintar
Desenhou e fez-se escultor
Dedicou-se à vida com trabalho
E deixou nele todo o seu amor.
Hoje cidadão do Mundo
Venerado em toda a parte
Não só pelo HOMEM que é
Mas também pela sua ARTE.
Em vez de um ADEUS, ATÉ JÁ !!!
ARFER
Cheguei a casa, cerca das 21h00, sentei-me para jantar e vi a notícia, via TV, em rodapé: “ …faleceu Malangatana …”, não queria crer mas, logo após, confirmei.
Lá fora chovia copiosamente, como se do céu caíssem lágrimas de tristeza. Decidi escrever e fazer lembrar em poucas palavras, quem foi o Pintor, o Poeta, o Escultor, amante da Antropologia e Etnologia, mas, principalmente, amava a natureza, a humanidade e todos quantos com ele conviviam.
Em 6 de Junho de 1936, nasceu em MATALANA (província de Maputo).
Em 1960 tornou-se artista profissional.
No período colonial foi preso pela PIDE (polícia política) juntamente com os poetas José Craveirinha, Rui Nogar e outros cidadãos. Julgado dois anos depois e sem culpa formada (o que era comum) é julgado, absolvido e libertado.
Aderiu à FRELIMO, impulsionou diversos projectos culturais, colaborou intensamente com a UNICEF em acções culturais direccionadas à criança.
Um imenso rol de países de todo o Mundo guarda obras suas.
Estão presentes nas suas obras o “papão”, o povo e a criança mas em grande parte delas é a MULHER MOÇAMBICANA que está em destaque e dele guardo esta frase: “ …Não estou desiludido com a mulher com quem casei, ela é superior a mim ….”
O MUNDO FICOU MAIS POBRE
BEM HAJA
ARFER
MALANGATANA NGWENYA
Não teve berço, nem brinquedo
Dormiu na esteira, no chão
E de noite sentia medo
Que ali chegasse o “papão”.
Em moleque, criado de meninos
Apanha bolas e pastor
Aprendiz de “nyamossoro”
Ansiava um Mundo melhor
Trazia em si a Arte, em cada poro.
Foi em Matalana que nasceu
E experimentou a arte de pintar
Desenhou e fez-se escultor
Dedicou-se à vida com trabalho
E deixou nele todo o seu amor.
Hoje cidadão do Mundo
Venerado em toda a parte
Não só pelo HOMEM que é
Mas também pela sua ARTE.
Em vez de um ADEUS, ATÉ JÁ !!!
ARFER
terça-feira, 7 de dezembro de 2010
FELIZ NATAL COM P.P.P.
NATAL
Nada melhor do que ter
Amor, “Pão” e Amizade.
Também, é bom não esquecer
Aqueles que neste Mundo
Lutam pela Liberdade.
E o que é Liberdade?
Julgamos todos saber
Então, pronto, é só dizer:
É viver em igualdade
No direito e no dever.
Sendo assim, que este Natal
Nos sirva de reflexão
Sobre a tristeza que assola
As muitas casas sem pão
E os meninos sem escola.
Ses:
Se acham bem o que aqui digo
Se certos e do meu lado
Levem a quem não consigo
O que vai neste “recado”.
Se ao nascer há igualdade,
Se na morte é tal e qual,
Porque é que durante a vida
Não há “espírito” de NATAL.
ARFER
E porque a criança, neste período, é o centro das atenções, incluindo as que vilmente são exploradas e maltratadas durante o ano, daí ter gostado deste poema que me foi gentilmente cedido.
"Toda criança do mundo
mora no meu coração
Seja pobre, seja rica,
Seja grandona ou nanica,
Mulata, ruiva, amarela,
Seja bonitinha ou feia
De trança ou touca de meia
Use sapato ou chinela...
Seja branca ou seja preta
De seda ou de camiseta
Com diploma ou sem escola
Triste, alegre ou boazinha
Que goste de amarelinha
Ou goste de jogar bola...
Seja indiazinha do mato
Não goste de usar sapato
Caeté ou cariri
Caipira ou da cidade
Diga mentira ou verdade
Em português ou tupi.
More em casa ou num barraco
Coma na mão ou no prato
Viva lá no fim do mundo
Durma na cama ou no chão
Toda criança do mundo
Mora no meu coração.”
(Ruth Rocha)
Cedido gentilmente por PAULA FIGUEIREDO, de Belo Horizonte, autora do BLOG “Espasmos de Inspiração”
sábado, 27 de novembro de 2010
AMIGOS QUE DÃO SABER
Aos AMIGOS que escrevem.
Cinco letras, cinco dedos
Todos eles são diferentes
Tal como ideias e credos
Seguidos por tanta gente.
Para os que vêm e eu sigo,
Que já são quatro centenas
Vai o meu abraço amigo.
Não sei mais o que lhes diga
Já que dizer sem sentir
Não sou capaz de o fazer
E creio que todos vós, na verdade
Transmitem sonhos e SABER
Em perfeita LIBERDADE.
Uns falam da sua vida,
Das lutas que há por vencer
Que não há esperança perdida
Tudo depende do QUERER.
BEM HAJA, pois, para todos
Pela vossa criatividade
Os vossos versos e prosas
São “cheiro” de LIBERDADE.
ARFER
sexta-feira, 5 de novembro de 2010
AO AMIGO
AMIGO
Que continues a escrever
Poemas deste calibre
E tenhas essa vontade
De querer um país livre
E que a liberdade assente
No conceito da igualdade
De direitos e deveres.
Embora havendo pareceres
De que é uma utopia
Estamos certos da razão,
Esta não se fantasia.
O que dizes faz sentido
E vale em todo o momento
Desse passado sabido
É que vem o nosso alento.
É certo que em todo o tempo
Houve algumas frustrações
Por “batalhas” que perdidas,
Por insondáveis razões
São recordações vividas
Que trazem ensinamentos
Para a lutas que hão-de vir
Tendo em vista um Mundo novo.
Aquele que nós sentimos e outros hão-de sentir
Porque o futuro é do povo.
Eu penso o mesmo que pensas
E estando do mesmo lado nesta luta desigual,
Uma certeza nós temos
Ao pensar em Portugal
Em tudo aquilo que fazemos .
Os ideais e a razão são a nossa força, amigo.
E é nesse acreditar que o lutar faz sentido.
Sentado nesta cadeira à frente do monitor
Te mando um abraço amigo
E continua Fernando, que eu cá estarei contigo
Nas “lutas” que hão-de vir e avante camarada
Que um homem sem ideais nesta vida não é nada.
Um abraço.
ARFER
quinta-feira, 7 de outubro de 2010
A REPÚBLICA - ACONTECEU
Lembras-te daquele dia
Em que saímos da “Rotunda” de mão dada,
Depois daquela noite de luta e medo
Mas plenos de certezas e confiança?
Sentíamo-nos livres como aves
Voando num céu de esperança.
Dia que já tínhamos partilhado em sonhos.
Estávamos felizes como qualquer criança
Que tinha recebido a mais valiosa prenda.
Descemos a passo estugado a “Avenida”
À qual deste o nome de “Liberdade”.
Passámos pelo “Rossio”, onde a populaça
Vinda da Mouraria, do Castelo, Alfama e Graça,
Era um Mar de Gente e de Felicidade.
Ao fundo vimos o “Tejo” no seu caminho p’ro Mar.
O Povo em uníssono clamava por Ti.
Para Eles eras a força que os ia libertar
Das amarras da ignorância e da miséria.
Foi um dia dos mais felizes que vivi.
Quanto sentimento nele havia, não mais esqueci
Quando os nossos EUS se uniram pelo elo da verdade.
Na varanda do Município falavam de TI
Ao som da “Portuguesa” e com vivas à Liberdade.
ARFER
terça-feira, 5 de outubro de 2010
A SOPA
A SOPA
Esta sopa é acessível a todos e benéfica, tanto no que diz respeito ao Físico, mas também pela “mensagem” que nos traz.
No BARREIRO há jovens que pensam no “OUTRO”
Não se trata da sopa do “Sidónio” nem da dos “Pobres” do “António”, nem se trata, tão pouco, dos restos do “Rancho” que se distribuía à porta dos quartéis ,esperamos não chegar a tanto no futuro, mesmo que longínquo.
Este grupo de JOVENS BARREIRENSES (“COMIDA SIM, BOMBAS NÃO”) dá-nos mostra da importância da sopa enquanto alimento quase completo (diz o povo) e de fácil digestão, em comparação com as balas e bombas de ingestão rápida e morte súbita ou a prazo.
Se uma granada de mão equivalerá, no custo, a umas trezentas sopas, um míssil balístico daria para produzir uns milhões de pratos a transbordar deste suculento bem alimentar.
Agora, pensando em “MACRO” já que o “MICRO” foi atrás descrito, pensem bem, agora, da importância desta iniciativa de voluntariado puro, no seu significado e na mensagem que ela nos traz,
Pensem !!! : 10% dos gastos mundiais em bombas, material bélico e quejandos dariam, decerto, para alimentar os muitos milhões de cidadãos que neste MUNDO passam fome e comeriam uma SOPINHA, de boa vontade e em PAZ.
ARFER
sexta-feira, 1 de outubro de 2010
AVE DOS SONHOS
A AVE DOS SONHOS
Avezinha pequenina
Que vens de longe a voar
Do outro lado do mundo.
Como é lindo seu cantar.
Ave querida, sabes bem
Que eu estou à tua espera
Para ver teus olhos brilhar.
E isto não é quimera
Pois já sinto o teu voar
E o odor do teu perfume
Feito da mais linda flor
Que não é chama, nem lume
É fogo feito de amor.
Pousas-te, voei contigo
Por quanto tempo, não sei
E foi então que acordei
E não estavas a meu lado
Foi sonho de que gostei
Mas fica o sonho guardado.
ARFER
VAI e VEM
O Amor vai, o Amor vem
Pode ser suave brisa
Ou chama ardente.
Ninguém o dá porque quer
Mas por aquilo que sente.
Amor é um perfume de Liberdade
Que se pode ou não evaporar,
Porque é livre como o vento.
So livre se pode amar
Nas asas do pensamento.
Não pode, nunca, ser posse, mágoa ou dor.
É só nosso, não tem dono.
Por isso é maravilhosa
A dádiva do AMOR.
ARFER
segunda-feira, 2 de agosto de 2010
CÁ E LÁ (da gaveta)
Andei por lá, passei por cá,
Procurando aquilo que já não há.
Ou haverá?
Talvez encontre, vou pesquisando
E neste ensejo eu é que mando.
Vou percorrendo novo caminho
E nesta procura não estou sozinho.
E num mar de gente, igual mas diferente
Que sabe o que quer e canta o que sente.
É lá que eu encontro aquilo que procuro,
Se bem que o caminho se revele o mais duro.
Mas foi na dureza dessa caminhada
Que tive a certeza do que procurava.
Quando te encontrei, afinal já sabia
Que eras afinal, aquilo que eu queria.
Estendeste-me a mão, seguimos em frente
E não mais procuro
És o meu presente,
SERÁS O MEU FUTURO!
ARFER (ANOS 70)
sábado, 31 de julho de 2010
"PENSANDO NO TEMPO"
PENSANDO NO TEMPO
Pensando no TEMPO…
Mas que Tempo???
Que espaço, que volume,
Que distância tem o Tempo?
Alguém sabe quanto Tempo tem o Tempo?
O Tempo passa, o Tempo voa, o Tempo tarda.
Não há tempo para pensar no Tempo,
nem sentir a importância do Tempo
em cada um de nós.
Se todos temos um Tempo diferente,
e temos dele uma noção desigual.
Se na espera o tempo se prolonga
e nos bons momentos é lesto.
Se a vida é intensa o Tempo é curto.
Afinal o que é o Tempo,
Senão o parecer dos nossos sentidos.
O Tempo é uma estrada, onde a
Velocidade é variável.
É o princípio e o fim,
Onde o presente e o passado
Se confundem com o futuro.
Contudo o Tempo existe,
Tem uma dimensão uniforme e variável,
Tal qual a Identidade de cada Homem.
ARFER
quinta-feira, 15 de julho de 2010
ACREDITA EM TI !!!
INTERROGAÇÕES
Tens a certeza que sabes onde estás ?
Tens a certeza plena da tua condição ?
Sentes até onde podem ir os teus horizontes ?
Sabes quantas paredes imaginárias te toldam a visão ?
Imaginas os “cantos de sereia” que te inundam o espírito ?
Pensas, ao menos um minuto, nas mentiras que te segredam ?
Tens a certeza de que o teu caminho é o que te anunciam como sendo único?
Consegues sossegar o presente, esquecendo todo um passado recente ?
Caramba, consegues realmente muito ! Infelizmente !
Dá-te um cravo vermelho e pensa.
Conserva-o no teu punho cerrado e sonha.
Observa os outros cravos à tua volta e pertence-te.
Se o presente não é teu, que o tens hipotecado,
é tempo de pensares no futuro. E construí-lo.
Acredita que ninguém o fará por ti !
Nem estas pobres palavras te querem mostrar caminhos.
Acredita em ti. Mas pensa que sózinho não vais a lado nenhum.
Nem te mudarás a ti. Adaptar-te-às simplesmente.
Quando, de dentro de ti, vier esse desejo de mudança,
acredita que conseguirás ver, à tua volta,
muita outra gente boa, que também quer mudar.
E que está disposta a dar até a vida por isso, e por ti.
FERNANDO TAVARES MARQUES
A JOSÉ SARAMAGO - HOMEM DO POVO
POEMA DE UM AMIGO - COMPANHEIRO DE MUITAS LUTAS.
AO JOSÉ SARAMAGO
Que pena !
Disseram aqueles
que imolaram a mãe de Blimunda.
É a memória do Memorial
que tu trouxeste ao futuro.
Que injustiça !
Escreveram aqueles que ao longo da história
se arrogaram o direito de julgar
e escreveram torto, por linhas direitas,
o medo terrível da inteligência humana.
Ai a tola, João Paulo
esta “fatwa”, este anátema
esta inspiração moderna
sobre um Salman Saramago.
Se eles soubessem, José,
onde nasce a inspiração!
Se eles soubessem, José,
do outro lado da Vida,
maior era o horizonte;
tinham aprendido a ler
Muito para além das palavras
E então, sim, aleluia!
quase te sacrificavam.
Humildemente te saúdo o génio,
Jubilosamente te saúdo o prémio.
Tristemente te digo:
- Que pena saberem tão pouco do espírito.
FERNANDO TAVARES MARQUES
quarta-feira, 7 de julho de 2010
UTOPIA ???? FRUTO DO SONHO?? OU NÂO?
UTOPIA ???
O poema surge do nada, passo a passo
Como planta que desponta da semente
E com a esgrima das palavras me enlaço,
Neste sentir, forte, suave e coerente
Cresce o caule, surge a folha, nasce a flor
O fruto, esse, é o que se sente
Seja de revolta, mágoa ou de dor,
Este enleio com a vida é permanente.
A vida que é sonho, luta, amor ardente
Desígnio que partilho em paridade
Com todos os que são a minha gente
Que caminham almejando a LIBERDADE.
Que o Mundo seja do SER e não do TER
Onde frutifique a AMIZADE
Que rejeite as várias formas de PODER
Nesta TERRA que é de todos, na VERDADE !!
ARFER
quarta-feira, 30 de junho de 2010
BIBLIOTECA - UMA JANELA DE HOJE PARA O PASSADO E O FUTURO
HOJE UM DE JULHO É 0 DIA DAS BIBLIOTECAS
Porque há dias escrevi:
"MAS LOUVE-SE O LIVRO E A MAGIA QUE ELE CONTÉM, A PALAVRA QUE ELE NOS TRAZ, AQUELE SENTIMENTO DE PARTILHA E CUMPLICIDADE QUE NOS TRANSMITE QUANDO O FOLHEAMOS. TRANSMITIR ÀS NOVAS GERAÇÕES O VALOR DO LIVRO É UMA RESPONSABILIDADE QUE NOS CABE.
VIVA O LIVRO, O LEITOR E O AUTOR, GÉNIO CRIADOR DE ESCRITOS QUE NOS TRANSMITEM CONHECIMENTO, NOS FAZEM SONHAR E POR VEZES VOAR NUM INFINITO MÁGICO.”
Encontrei a BIBLIOTECA e perguntei:
- QUEM ÉS TU BIBLIOTECA??
- Eu sou a guardiã do passado, do presente e do futuro …
Tenho no meu seio, as Memórias dos Homens, o seu imaginário criador da esgrima da palavra, em prosa e poesia.
Guardo dicionários de todas as línguas, enciclopédias e livros temáticos das ciências e artes.
Sou um elo da transmissão do SABER e da CULTURA, alimento regenerador e formador de gerações. O meu conteúdo é o “adubo” que fortalece o HOMEM face aos “ditadores de vão de escada” e de todos aqueles que fomentam a ignorância , tendo em vista a dominação e usurpação da LIBERDADE dos povos.
A CULTURA E O SABER SÃO SINÓNIMO DE LIBERDADE.
- Sabes, disse-me a BIBLIOTECA, agora tenho a minha irmã digital que chega a todos os cantos do MUNDO e me tem ajudado neste “trabalho” incessante, de séculos, que vai resistindo aos que aqui e ali, em diferentes épocas mandaram destruir algumas “células” do meu corpo.
Mas nós resistiremos e em cada canto do PLANETA AZUL HÁ E HAVERÁ SEMPRE UMA BIBLIOTECA QUE ESPERA POR TI !!!
ARFER
Porque há dias escrevi:
"MAS LOUVE-SE O LIVRO E A MAGIA QUE ELE CONTÉM, A PALAVRA QUE ELE NOS TRAZ, AQUELE SENTIMENTO DE PARTILHA E CUMPLICIDADE QUE NOS TRANSMITE QUANDO O FOLHEAMOS. TRANSMITIR ÀS NOVAS GERAÇÕES O VALOR DO LIVRO É UMA RESPONSABILIDADE QUE NOS CABE.
VIVA O LIVRO, O LEITOR E O AUTOR, GÉNIO CRIADOR DE ESCRITOS QUE NOS TRANSMITEM CONHECIMENTO, NOS FAZEM SONHAR E POR VEZES VOAR NUM INFINITO MÁGICO.”
Encontrei a BIBLIOTECA e perguntei:
- QUEM ÉS TU BIBLIOTECA??
- Eu sou a guardiã do passado, do presente e do futuro …
Tenho no meu seio, as Memórias dos Homens, o seu imaginário criador da esgrima da palavra, em prosa e poesia.
Guardo dicionários de todas as línguas, enciclopédias e livros temáticos das ciências e artes.
Sou um elo da transmissão do SABER e da CULTURA, alimento regenerador e formador de gerações. O meu conteúdo é o “adubo” que fortalece o HOMEM face aos “ditadores de vão de escada” e de todos aqueles que fomentam a ignorância , tendo em vista a dominação e usurpação da LIBERDADE dos povos.
A CULTURA E O SABER SÃO SINÓNIMO DE LIBERDADE.
- Sabes, disse-me a BIBLIOTECA, agora tenho a minha irmã digital que chega a todos os cantos do MUNDO e me tem ajudado neste “trabalho” incessante, de séculos, que vai resistindo aos que aqui e ali, em diferentes épocas mandaram destruir algumas “células” do meu corpo.
Mas nós resistiremos e em cada canto do PLANETA AZUL HÁ E HAVERÁ SEMPRE UMA BIBLIOTECA QUE ESPERA POR TI !!!
ARFER
terça-feira, 22 de junho de 2010
UM ABRAÇO SOLIDÁRIO AOS "LEVANTADOS DO CHÃO"
"Conheces o nome que deram, não conheces o nome que tens". "Livro das Evidências" in "Todos os Nomes"Os barcos da infância, em arcadas
De ramos inquietos que despregam
Sobre as águas as folhas recurvadas.
Há um bater de remos compassado
No silêncio da lisa madrugada,
Ondas brancas se afastam para o lado
Com o rumor da seda amarrotada.
Há um nascer do sol no sítio exacto,
À hora que mais conta duma vida,
Um acordar dos olhos e do tacto,
Um ansiar de sede inextinguida.
Há um retrato de água e de quebranto
Que do fundo rompeu desta memória,
E tudo quanto é rio abre no canto
Que conta do retrato a velha história.
JOSÉ SARAMAGO
"De "POEMAS POSSÍVEIS", Editorial CAMINHO, 1981.
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