SEIS LETRAS APENAS
Podemos ser o que quisermos.
Antes de mais, somos o que somos,
Seremos lembrados por tudo o que fizermos,
Com a certeza de que também erramos.
O princípio e o fim é o certo que nós temos.
A razão porque somos seres humanos.
Que o “P” de Páscoa signifique: - Pão, Paz e Paridade.
ARFER
E COMO "OFERTA", UM POEMA DE:
* FERNANDO TAVARES MARQUES*
PÁSCOA
Era sexta-feira.
Mataram o Homem
porque os incomodava.
Nessa sexta-feira
mataram a vida
que não conseguiam entender.
Um gesto gerador
de tanta “mea-culpa”
que foi capaz de corroer a História
até hoje.
E quantos “matamos” nós
simplesmente porque os não entendemos?
A quantos “julgamentos”
Somos chamados a presidir,
apenas vestidos
Da nossa precária condição de seres humanos?
Saibamos assumir a justiça
da vida plena do outro,
antes que a solidão nos mate,
por falta de eco
no coração de alguém
a quem possamos dizer:
- ALELUIA!
De FERNANDO TAVARES MARQUES
domingo, 8 de abril de 2012
sábado, 7 de abril de 2012
DIA DA MULHER MOÇAMBICANA
HOJE 7 DE ABRIL É O DIA CONSAGRADO À MULHER MOÇAMBICANA
DATA DA MORTE FÍSICA DE UMA MULHER QUE LUTOU PELA SUA EMANCIPAÇÃO
Josina Machel (em solteira, Josina Muthemba) foi uma das jovens que na juventude fugiu de Moçambique para se integrar na Frelimo e lutar pela independência do seu país. Em 1969, Josina casou-se com Samora Machel Primeiro presidente de Moçambique, a quem deu um filho, mas morreu no dia 7 de Abril de 1971, vítima de doença. Com a independência de Moçambique, este dia foi consagrado como o Dia da Mulher Moçambicana.
A cidadania é muito mais que o direito de votar, implica a igualdade de oportunidades, principio que vigora desde a primeira Constituição de Moçambique (1975) mas que é melhor explicitado no artigo 67º da Constituição de 1990, cito: - “O homem e a mulher são iguais perante a lei em todos os domínios da vida política, económica, social e cultural.”
Malangatana Valente Ngwenya, DEDICA GRANDE PARTE DA SUA OBRA À mulher MOÇAMBICANA, vê-a como um pilar da sociedade, assumindo frequentemente o papel de pai e MÃE, enfrentando no dia-a-dia a parte maior das dificuldades que a vida impõe. Nesta frase, o Mestre, revela o seu sentir “não estou desiludido com a mulher com quem casei. Ela é superior a mim".
Hoje é dia de celebração, é feriado em Moçambique, que seja, também, de consolidação e esclarecimento quanto à caminhada a fazer para que augurem, num futuro próximo, a equidade de oportunidades a que têm direito.
ARFER
Escolhi estas palavras de JOSÉ CRAVEIRINHA, Extraídas de: “CRAVEIRINHA, José. Obra Poética. Maputo: Direcção de Cultura, Universidade Eduardo Mondlane, 2002. .
REMENDOS DE ESTRELAS
Remendos de estrelas
passajadas no espaço
reconstroem todo o céu.
Mãe:
E se não houvesse estrelas
se o teu ventre me não gerasse
e se o céu em vez de infinito
fosse de pergamóide azul?
Que espécie de poesia, mãe
faria um poeta que não renuncia
exatamente como eu
à cor com que nasceu?
E COM UM POUCO DE MÚSICA E RITMO COM “CHEIRO” DE MOÇAMBIQUE.
É DIA FESTIVO !!!
quinta-feira, 29 de março de 2012
MILLÔR FERNANDES
O MUNDO ficou mais pobre, Millôr Fernandes decidiu ir ter com Chico Anysio, dois gênios das artes, das letras com humor, do pensamento, da irreverência inteligente, do bom gosto.
AQUI VOS DEIXO O POEMA DE QUE MAIS GOSTO, DESTE GÉNIO CRIADOR
Poesia Matemática
Às folhas tantas
do livro matemático
um Quociente apaixonou-se
um dia
doidamente
por uma Incógnita.
Olhou-a com seu olhar inumerável
e viu-a do ápice à base
uma figura ímpar;
olhos rombóides, boca trapezóide,
corpo retangular, seios esferóides.
Fez de sua uma vida
paralela à dela
até que se encontraram
no infinito.
"Quem és tu?", indagou ele
em ânsia radical.
"Sou a soma do quadrado dos catetos.
Mas pode me chamar de Hipotenusa."
E de falarem descobriram que eram
(o que em aritmética corresponde
a almas irmãs)
primos entre si.
E assim se amaram
ao quadrado da velocidade da luz
numa sexta potenciação
traçando
ao sabor do momento
e da paixão
retas, curvas, círculos e linhas sinoidais
nos jardins da quarta dimensão.
Escandalizaram os ortodoxos das fórmulas euclidiana
e os exegetas do Universo Finito.
Romperam convenções newtonianas e pitagóricas.
E enfim resolveram se casar
constituir um lar,
mais que um lar,
um perpendicular.
Convidaram para padrinhos
o Poliedro e a Bissetriz.
E fizeram planos, equações e diagramas para o futuro
sonhando com uma felicidade
integral e diferencial.
E se casaram e tiveram uma secante e três cones
muito engraçadinhos.
E foram felizes
até aquele dia
em que tudo vira afinal
monotonia.
Foi então que surgiu
O Máximo Divisor Comum
freqüentador de círculos concêntricos,
viciosos.
Ofereceu-lhe, a ela,
uma grandeza absoluta
e reduziu-a a um denominador comum.
Ele, Quociente, percebeu
que com ela não formava mais um todo,
uma unidade.
Era o triângulo,
tanto chamado amoroso.
Desse problema ela era uma fração,
a mais ordinária.
Mas foi então que Einstein descobriu a Relatividade
e tudo que era espúrio passou a ser
moralidade
como aliás em qualquer
sociedade.
Millôr Fernandes
Texto extraído do livro "Tempo e Contratempo", Edições O Cruzeiro - Rio de Janeiro, 1954, pág.
AQUI VOS DEIXO O POEMA DE QUE MAIS GOSTO, DESTE GÉNIO CRIADOR
Poesia Matemática
Às folhas tantas
do livro matemático
um Quociente apaixonou-se
um dia
doidamente
por uma Incógnita.
Olhou-a com seu olhar inumerável
e viu-a do ápice à base
uma figura ímpar;
olhos rombóides, boca trapezóide,
corpo retangular, seios esferóides.
Fez de sua uma vida
paralela à dela
até que se encontraram
no infinito.
"Quem és tu?", indagou ele
em ânsia radical.
"Sou a soma do quadrado dos catetos.
Mas pode me chamar de Hipotenusa."
E de falarem descobriram que eram
(o que em aritmética corresponde
a almas irmãs)
primos entre si.
E assim se amaram
ao quadrado da velocidade da luz
numa sexta potenciação
traçando
ao sabor do momento
e da paixão
retas, curvas, círculos e linhas sinoidais
nos jardins da quarta dimensão.
Escandalizaram os ortodoxos das fórmulas euclidiana
e os exegetas do Universo Finito.
Romperam convenções newtonianas e pitagóricas.
E enfim resolveram se casar
constituir um lar,
mais que um lar,
um perpendicular.
Convidaram para padrinhos
o Poliedro e a Bissetriz.
E fizeram planos, equações e diagramas para o futuro
sonhando com uma felicidade
integral e diferencial.
E se casaram e tiveram uma secante e três cones
muito engraçadinhos.
E foram felizes
até aquele dia
em que tudo vira afinal
monotonia.
Foi então que surgiu
O Máximo Divisor Comum
freqüentador de círculos concêntricos,
viciosos.
Ofereceu-lhe, a ela,
uma grandeza absoluta
e reduziu-a a um denominador comum.
Ele, Quociente, percebeu
que com ela não formava mais um todo,
uma unidade.
Era o triângulo,
tanto chamado amoroso.
Desse problema ela era uma fração,
a mais ordinária.
Mas foi então que Einstein descobriu a Relatividade
e tudo que era espúrio passou a ser
moralidade
como aliás em qualquer
sociedade.
Millôr Fernandes
Texto extraído do livro "Tempo e Contratempo", Edições O Cruzeiro - Rio de Janeiro, 1954, pág.
terça-feira, 27 de março de 2012
Mudjer é morabeza /Mudjer é beleza di frenti /Mudjer é futuru Prisenti
27 DE MARÇO – DIA DA MULHER CABOVERDIANA.
MULHER de um PAÍS onde do quase nada se faz quase tudo e da DIÁSPORA que suplanta quantitativamente os que lá vivem.
MULHER MÃE, MULHER DE TRABALHO, MULHER QUE EDUCA, MULHER DE LUTA, MULHER SUSTENTÁTUCULO DO FUTURO DO PAÍS, que foi e é ponto de encontro de muitas culturas, ele próprio detentor de uma imensa cultura, eivada de multiculturalidade.
Na paz e MORABEZA fica a SODADE que a mulher traz consigo e que, esteja onde estiver, espalha o perfume desse berço de dez pérolas do Atlântico.
Deixo aqui as PALAVRAS de VERA DUARTE em forma de POESIA, uma embaixadora da Cultura de Cabo Verde, a voz de NANCY VIEIRA que espalha o perfume melódico da musica de raiz cultural caboverdiana.
ARFER
Palavra na POESIA de VERA DUARTE:
Ai se um dia chovesse
Ai se em Outubro chovesse
a terra molhasse
o milho crescesse
e a fome acabasse
Ai se o homem sorrisse
a terra molhasse
a fome acabasse
e a chuva caísse
Ai se um dia...
Acordemos, camaradas,
As chuvas de Outubro não existem!
O que existe
É o suor cansado
Dos homens que querem
O que existe
É a busca constante
Do pão que abundante virá
Homens, mulheres, crianças
Na pátria livre libertada
Plantando mil milharais
Serão a chuva caindo
Na nossa terra explorada
O CANTO NA DOCE VOZ DA MULHER/MÃE CABOVERDIANA
E RECORDO UMA MULHER QUE "VOOU" DO MINDELO ATÉ PARIS, deixando o
perfume da MORNA da BOAVISTA, consagrada na SODADE.
RECORDANDO
Descalça ia para o PALCO
A DIVA com tal candura,
Não formosa, mas segura.
Em tantos palcos cantou,
Do Mindelo até Paris
E tantas saudades deixou
No povo que tanto a quis.
Não foi, ficou ente nós
O registo da sua imagem
E o encanto da sua voz.
ARFER
quarta-feira, 21 de março de 2012
A NATUREZA DO HOMEM
DIAS 21 e 22 de MARÇO
Dias plenos de crer e intensidade
Onde tudo se relaciona, e na verdade
Se todos entendessem o seu significado,
Bem seria para toda a humanidade.
ALGUMAS INTERROGAÇÕES:
- Serão as desigualdades fruto da injustiça ou é a injustiça fruto das desigualdades?
- Será que a liberdade é possível havendo fome? Para onde caminha o planeta azul que até podia ser vermelho se o planeta Marte não tivesse já esse cognome?
O que pensamos nós, se sabemos que:
Muito poucos poluem o que muitos limpam. Uns, poucos, sacodem as migalhas da mesa farta e com esses restos muitos outros enganam a fome. Uns, poucos, arrasam florestas e muitos outros fazem campanhas para as plantar. Muito poucos são donos de terras por cultivar e muitos camponeses morrem por as querer trabalhar. Porque dia VINTE E DOIS é o dia Mundial da ÁGUA lembro que :- Muito poucos poluem a atmosfera, os rios, as ribeiras, os lençóis aquíferos e ainda outros enchem piscinas diariamente, enquanto milhões de seres vivem (ou sobrevivem) com dois litros de água por dia.
DIA VINTE E UM : É o dia que assinalou o chegar da Primavera (no hemisfério norte do planeta Terra), o renascer dos campos floridos e, já agora, que seja também o reavivar das memórias e nos traga um sentimento de esperança de um Mundo mais fraterno. É, também, o DIA MUNDIAL DA FLORESTA, que tem como objetivo lembrar e sensibilizar os cidadãos de todo o Mundo para a importância que a sua preservação tem para a manutenção da VIDA no planeta Terra, palco da humanidade. Palco onde cada um de nós é um ator, numa peça continuada, desempenhando papéis diferenciados das obras de muitos autores. DIA VINTE E SETE É DIA MUNDIAL DO TEATRO, um dia de todos nós, que participamos em dramas, tragédias e comédias no dia a dia das nossas vidas. Bem haja para os que com o saber e a arte de dizer nos trazem o sabor da palavra e a riqueza do conhecimento.
VINTE E UM é, também, o DIA INTERNACIONAL CONTRA A DESCRIMINAÇÃO RACIAL, instituído pela ONU, que marca a data trágica de um massacre havido na África do Sul em 21 de Março de 1960. Não gosto de abordar o tema quanto ao facto, à data ou à cor da pele, porque qualquer dia, dos 365 ou 366 do ano, podia exigir este avivar da memória. Ao longo da história da humanidade povos de todas as raças e credos foram sujeitos à escravatura, à descriminação social e racial, por isso desejo que todos os dias sejam dias de todas as causas e evocações.
E porque a poesia marcou o DIA fica uma pequena quadra, sem rima. – quatro versos apenas:
Ao chegar a Primavera , cuidámos da Floresta.
É dia da Poesia e do Teatro, por isso, dia festivo.
Da igualdade entre os povos de cor e credos diferentes.
Pois da vontade do outro, nenhum de nós é cativo.
HOJE 22 DE MARÇO - Data em que a ONU determinou que fosse o dia MUNDIAL DA ÀGUA , o bem mais precioso, sem ele não haveria dias da poesia, do teatro, da árvore, nem carnavais ou Natais, simplesmente não haveria VIDA, tal como a conhecemos, ficam as imagens da poluição e da seca, para que todos não esqueçam que o BEM MAIS VALIOSO DE TODOS OS BENS É A ÁGUA.
21 DE MARÇO – DIA MUNDIAL DA POESIA
Neste dia, em todo o Mundo haverá tertúlias, récitas e encontros, falar-se-á de poesia, dos grandes poetas, relegando a poesia popular para segundo plano.
No espaço da lusofonia há e sempre houve grandes poetas, com obras de rara dimensão, como: os portugueses - Luiz Vaz de Camões, Cesário Verde, Fernando Pessoa - Os brasileiros Drumond de Andrade, Vinicius de Moraes e Castro Alves, de Moçambique José Craveirinha, de Angola Agostinho Neto e de Cabo Verde (Terra de tantos poetas) Amílcar Cabral e Eugénio Tavares. Estes são alguns de grandes poetas de língua portuguesa. Mas hoje quero lembrar JOSÉ CARLOS ARY DOS SANTOS, poeta da liberdade, e ANTÓNIO ALEIXO, cauteleiro e pastor de rebanhos, cantor popular de feira em feira, pelas redondezas de Loulé ( Algarve - Portugal )que é um caso singular, bem digno de atenção de quantos se interessam pela poesia. Para reflexão faço uma postagem de algumas quadras da obra “ESTE LIVRO QUE VOS DEIXO”, em parte improvisações registadas, carregadas de sensibilidade, experiência de vida e análise profunda e, também o odor de LIBERDADE sentido no soneto de ARY DOS SANTOS, “MULHER MAIO”.
ARFER
MULHER MAIO
Bom dia, minha amiga, digo em Maio
Es uma rosa à beira de um tractor
Neste campo de Abril onde não caio
Anossa sementeira já deu flor.
:
Bom dia, minha amiga, eu sou um gaio,
Um pássaro liberto pela dor;
Tu és a companheira donde saio
Mais limpo de mim próprio, mais amor.
:
Bom dia, meu amor, estamos primeiro
Neste tempo de Maio a tempo inteiro,
Contra o tempo do ódio e do terror.
:
Se tu és camponesa, eu sou mineiro.
Se carregas no ventre um pioneiro,
Dentro de ti, eu fui trabalhador.
JOSÉ CARLOS ARY DOS SANTOS
QUADRAS SOLTAS
Que importa perder a vida
Em luta contra a traição,
Se a Razão mesmo vencida,
Não deixa de ser Razão
Embora os meus olhos sejam,
Os mais pequenos do Mundo
O que importa é que eles vejam
O que os homens são no fundo
Não sou esperto nem bruto
Nem bem nem mal educado;
Sou simplesmente o produto
Do meio em que fui criado.
ANTONIO ALEIXO
quarta-feira, 7 de março de 2012
BLIMUNDA - TODAS AS MULHERES
“À MULHER”
Porque o projeto “OFICINA SARAMAGO” está em curso, nos concelhos do Barreiro e Moita, até Novembro de 2012, decidi, no dia da MULHER, lembrar BLIMUNDA, que talvez dissesse isto: -
Á
Mulher anónima, mulher livre,
Universo em si, fonte de vida.
Lutadora, sempre cuidando de alguém.
Havendo em ti a força da verdade,
Ergue-te das brumas que te oprimem,
Reclama o teu direito à igualdade.
Jose Saramago trata as personagens femininas de forma especial, numa critica criativa aos seus diferentes comportamentos. BLIMUNDA, a MULHER nascida do seu imaginário, em “Memorial do Convento”, estaria (hoje) com toda a certeza a comemorar o:
“8 de Março Dia Internacional da Mulher”
- Factos da história: -
No dia 8 de Março do ano de 1857, as operárias têxteis de uma fábrica de Nova Iorque entraram em greve, ocupando a fábrica, para reivindicarem a redução de um horário de mais de 16 horas para as 10 horas diárias. Estas operárias recebiam menos de um terço do salário dos homens, foram fechadas na fábrica onde, entretanto, se declarara um incêndio, e cerca de 130 mulheres morreram queimadas. Em 1910, numa conferência internacional de mulheres realizada na Dinamarca, foi decidido, em homenagem àquelas mulheres, comemorar o 8 de Março como "Dia Internacional da Mulher". Em 1977, as Nações Unidas proclamam o dia 8 de Março como o:- Dia Internacional dos Direitos da Mulher e da Paz.
LEMBRANDO O “MEMORIAL”:
BLIMUNDA e a sua capacidade extraordinária de “VÊR” o “mundo” que a rodeia, uma sociedade em que a riqueza faustosa de poucos, contrastava com a miséria de muitos.
A rainha Maria Ana, uma mulher triste, insatisfeita, vivendo uma espécie de casamento intermitente, alimentando o ego de fantasias sonhadas com o seu cunhado, redimindo-se dessas fraquezas através da oração, no papel de mulher submissa ao homem seu dono e aos padrões religiosos repressivos que lhe eram impostos.
A BLIMUNDA, não, é forte, inteligente, sensual, verdadeira e sem subterfúgios, genes que herdou de sua MÃE Sebastiana que, por ser uma mulher de alma forte e impoluta, foi banida para Angola.
BLIMUNDA vive liberta, não aceita regras que a escravizem enquanto SER (mulher). Pobre no TER e rica no SER, a ela e dado o direito ao AMOR, à LIBERDADE, à plenitude dos seus direitos. Vê o homem como um igual.
BLIMUNDA tem os poderes que todas as mulheres deveriam ter, os de exigir das sociedades de que fazem parte, o direito à igualdade de género.
BLIMUNDA está à frente no seu tempo e ensina-nos a ver o mundo sem máscaras nem hipocrisias e que é preciso sensibilidade e conhecimento para saber ver (os olhos não chegam para tudo ver).
Deixaria a todas as mulheres este recado: - “ É preciso vencer a cegueira vivendo intensamente. Não se submetam passivamente aos comportamentos sociais que vos são impostos. Exijam o lugar de direito que têm no MUNDO, na igualdade de género, nos direitos e deveres.
ARFER
quinta-feira, 1 de março de 2012
JOSÉ SARAMAGO ... O HOMEM !
PALAVRAS DITAS NA MOITA
A DANÇA É VIDA
Neste palco do MUNDO
Em que todos somos atores.
Na dança dos sonhos
Só se erguem HOMENS de sonho, SARAMAGO
Na lucidez da sua cegueira,
Na dureza do seu caráter,
Nas palavras do seu Evangelho.
E na corrente da limpidez da sua PALAVRA
Carregada de sabedoria SARAMAGO
Levar-nos-ia na “Jangada de Pedra”
Comandada por bom timoneiro
Ao encontro da “Ilha dos Sonhos”
Onde todos os homens e mulheres
Seriam livres e “Levantados do Chão”. SARAMAGO
Nessa sua “Ilha desconhecida”
Em que múltiplas gentes
De todos os continentes,
Numa sinfonia multicultural,
Fariam dela a sua PÁTRIA. SARAMAGO
Nela honrariam a língua que os unia
Numa dança e num canto de louvor à LIBERDADE.
Por ela derramariam o seu “sangue”,
Pela igualdade no direito e no dever.
No sonho que nele habita SARAMAGO
Dessa tal “Ilha encantada«
Em que o SER dignifica
E o TER não lhe diz nada.
“Aquilo que nos une é bem mais forte do que o que por vezes nos separa.”
E o HOMEM disse:-
“ … Negar a minha Pátria é como rejeitar o meu próprio sangue…”
E o HOMEM interroga:
“ … Como é que se pode não pertencer á língua que se aprendeu,
A língua com que se comunica, neste caso a língua com que
se escreve?? …”
ARFER
A DANÇA É VIDA
Neste palco do MUNDO
Em que todos somos atores.
Na dança dos sonhos
Só se erguem HOMENS de sonho, SARAMAGO
Na lucidez da sua cegueira,
Na dureza do seu caráter,
Nas palavras do seu Evangelho.
E na corrente da limpidez da sua PALAVRA
Carregada de sabedoria SARAMAGO
Levar-nos-ia na “Jangada de Pedra”
Comandada por bom timoneiro
Ao encontro da “Ilha dos Sonhos”
Onde todos os homens e mulheres
Seriam livres e “Levantados do Chão”. SARAMAGO
Nessa sua “Ilha desconhecida”
Em que múltiplas gentes
De todos os continentes,
Numa sinfonia multicultural,
Fariam dela a sua PÁTRIA. SARAMAGO
Nela honrariam a língua que os unia
Numa dança e num canto de louvor à LIBERDADE.
Por ela derramariam o seu “sangue”,
Pela igualdade no direito e no dever.
No sonho que nele habita SARAMAGO
Dessa tal “Ilha encantada«
Em que o SER dignifica
E o TER não lhe diz nada.
“Aquilo que nos une é bem mais forte do que o que por vezes nos separa.”
E o HOMEM disse:-
“ … Negar a minha Pátria é como rejeitar o meu próprio sangue…”
E o HOMEM interroga:
“ … Como é que se pode não pertencer á língua que se aprendeu,
A língua com que se comunica, neste caso a língua com que
se escreve?? …”
ARFER
quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012
CARNAVAL BURLESCO
CARNAVALINHO - CARNAVALESCO - SE TEM BURLA É BURLESCO
CARNAVALINHO
Nestes dias de festança,
Eu desejo a toda a gente
Que no brincar tenham esperança
De que o amanhã é diferente.
P’ra Mestre de sala ou poeta,
A festa é sonho e alegria
E com papel e caneta
Os versos são fantasia.
Nas ruas fazem cortejos
E mentem nos Parlamentos
Em tempo de Carnaval
Os cavalos são jumentos.
O governo brinca com o POVO
Fingindo que é a sério
Emana Leis fraudulentas
Mascaradas de Critério
No Barreiro se houver,
Muitas cores e magia
É bom que se manifestem
Com redobrada alegria.
Uns mascaram-se, outros não.
Há os sempre mascarados
Que no meio da confusão
Pensam andar disfarçados.
E com as palavras brincamos
E desnudamos verdades
Com elas, também, lutamos
Por Justiça e LIBERDADE.
E que sejam Carnavais
Todos os dias do ano
Porque assim até os ossos
Ficam cheios de tutano.
Que se tenha nesta quadra
Alegria num fartote
Brinquem todos, aproveitem
Porque eu vou dar o pinote.
ARFER
quinta-feira, 5 de janeiro de 2012
Demasiado tarde
Amo-te muito, pai! É tão estranho
Que me apareça agora na memória
As palavras que nunca te disse, pai.
Essa espécie de distância, mas tão perto,
Não me dava alento e à-vontade
Para te dizer palavras tão simples
E que estiveram vezes sem conta
Entaladas entre o coração e a boca.
E não me lembro de tas ter dito, pai.
Pior do que isso, pai,
É sentir não to ter demonstrado
Com a força suficiente
Para que tu acreditasses.
O facto de me teres ensinado a tratar-te por você
Parece ter criado uma barreira intransponível
Que eu não soube compreender
Ser apenas uma forma de respeito mútuo
E que não devia esconder-me atrás dele
Para dizer-te mil vezes como te amava.
Julgava que esse não era muito o teu estilo.
Hoje, tenho a certeza que errei.
E como tu precisavas que eu to tivesse dito.
Desculpa, pai.
Ofereço-te as palavras da minha punição tardia:
“O esquecido beijo, enquanto vivo,
Não mo venhas dar depois de morto.”
E tenho medo, pai, um medo enorme
Que os meus filhos me possam fazer o mesmo.
É que a história, às vezes, repete-se ...
Fernando Tavares Marques
terça-feira, 3 de janeiro de 2012
Petição Manifesto Cante a Património Imaterial da Humanidade
Petição Manifesto Cante a Património Imaterial da Humanidade
O "CANTE" é Património Imaterial da cultura portuguesa, guardado na Memória Colectiva de gentes firmadas em raízes profundas, de origens remotas, que guardam saberes e memórias de vidas sofridas na luta pelo "PÃO", pelo trabalho, pelo amor à terra e por um futuro melhor. Trabalhadores da terra que nela assentam as suas raízes e as levam consigo para onde quer que partam.
Aqui fica uma quadra do "CANTE" Alentejano, marcante da sua ligação à terra.
Vou-me embora, vou-me embora /Não me vou embora não./Mesmo que me vá embora/Cá fica o meu coração.
Assinem pois a petição ..... Um abraço fraterno.
ARFER
O "CANTE" é Património Imaterial da cultura portuguesa, guardado na Memória Colectiva de gentes firmadas em raízes profundas, de origens remotas, que guardam saberes e memórias de vidas sofridas na luta pelo "PÃO", pelo trabalho, pelo amor à terra e por um futuro melhor. Trabalhadores da terra que nela assentam as suas raízes e as levam consigo para onde quer que partam.
Aqui fica uma quadra do "CANTE" Alentejano, marcante da sua ligação à terra.
Vou-me embora, vou-me embora /Não me vou embora não./Mesmo que me vá embora/Cá fica o meu coração.
Assinem pois a petição ..... Um abraço fraterno.
ARFER
sexta-feira, 30 de dezembro de 2011
sexta-feira, 23 de dezembro de 2011
N A T A L
Nada melhor do que ter
AMOR, PÃO e AMIZADE
Também é bom não esquecer
Aqueles que neste MUNDO
Lutam pela igualdade.
Sendo assim, que este NATAL
Nos sirva de reflexão
Sobre a tristeza que assola
As muitas casas sem PÃO
E os meninos sem ESCOLA.
SES:
Se acham bem o que digo
Se certos e do meu lado
Levem a quem não consigo
O que vai neste “RECADO”
Se ao nascer há IGUALDADE
Se na morte é tal e qual,
Porque é que durante a vida
Não há “espírito” de NATAL.
ARFER
Nada melhor do que ter
AMOR, PÃO e AMIZADE
Também é bom não esquecer
Aqueles que neste MUNDO
Lutam pela igualdade.
Sendo assim, que este NATAL
Nos sirva de reflexão
Sobre a tristeza que assola
As muitas casas sem PÃO
E os meninos sem ESCOLA.
SES:
Se acham bem o que digo
Se certos e do meu lado
Levem a quem não consigo
O que vai neste “RECADO”
Se ao nascer há IGUALDADE
Se na morte é tal e qual,
Porque é que durante a vida
Não há “espírito” de NATAL.
ARFER
PALAVRAS SÃO PALAVRAS
AS PALAVRAS (Parte I )
As palavras são tantas
As sílabas muitas mais,
Esdrúxulas, agudas e graves,
Consoantes e vogais,
Verbos e adjectivos
E pronomes pessoais.
Há na escrita que tu fazes
Pronomes e substantivos
Que evocam factos reais
Com ditos demonstrativos
Sejam veros ou banais.
Na forma de as “esgrimir”
Quanto a sonhos e emoções
Dás conta do teu sentir.
Ditas em prosa ou poesia
Plenas de tantas razões
Podem ser :
Estímulo de esperanças,
De mensagens de AMOR,
De louvor à LIBERDADE,
Do reavivar de lembranças
Dos tempos da mocidade.
ARFER
AS PALAVRAS (PARTE II )
Com as palavras “brincamos”
E desnudamos “verdades”
Com elas também lutamos
Por justiça e LIBERDADE.
Sendo assim, por esta frase:
“Nas festas do equinócio,
Muito mal vai o NEGÓCIO!”
E a culpa será de quem?
- Do Silva, do Coelho ou do Gaspar?
Eu sei !!! Não digo a nimguém!
Têm é que adivinhar!
E se então do “Rei Gaspar”
Ninguém quer ouvir falar
Se o que traz é “mirra”,
Estando nós já mirrados
E não o digo por birra
Se até estamos penhorados.
E de NA...TAL influência,
Por decisão dos “mercados”
Assentem NA...TAL imprudência
De nos manter penhorados
Os “brindes” deste NATAL,
São os decretos guardados.
ARFER
domingo, 2 de outubro de 2011
O POVO SAIU À RUA
PARA VENCER É PRECISO QUERER, NUMA AFIRMAÇÃO PERMANENTE DE QUE O SER É BEM MAIS IMPORTANTE QUE O TER. O "cifrão" é efémero o SABER é eterno. A força da RAZÂO vencerá. Isto é e será bandeira dos trabalhadores e de todos os povos para quem a LIBERDADE é um valor supremo.
" ... A vida que é sonho, luta, amor ardente / Desígnio que partilho em paridade / Com todos os que são a minha gente/ Que caminham almejando a LIBERDADE./ Que o Mundo seja do SER e não do TER / Onde frutifique a AMIZADE/ Que rejeite a tirania do PODER / Nesta TERRA que é de todos, na VERDADE !!" ARFER
sexta-feira, 9 de setembro de 2011
A DISSECAÇÂO DO BEIJO.
Com tanta crise, tanta violência, tanta ganância, tanta exploração, com tanto de tanta coisa, com tanto beijo a vida seria bem melhor. E já agora para os portugueses do que significa o kiss do JUDAS, mobilizem-se para o dia 1 de Outubro.
O BEIJO
O BEIJO no bom sentido
È um beijo com valor.
Pode ser um beijo amigo,
Como pode ser de Amor.
Mas beijar só por beijar,
É tornar banal o beijo.
Mas o beijar com vontade,
Intensifica o desejo.
Dizem que beijo de Judas
É o beijo (ou não é) da traição.
Com um beijo não te iludas,
Pode ser pura ilusão.
Para quem recebe ilusão,
Porque pode imaginar
Que outros tantos virão
Da boca que o quis dar.
Desse momento vivido
De apenas um fugaz beijo,
Talvez vazio, sem sentido
Continua a ser desejo.
Só com duas consoantes
E as três vogais que tem,
Seja longo ou por instantes.
Um beijo sempre faz bem.
Se é dado por breve instante
Pode ser por amizade.
Então parta já para outro
E sinta-se em liberdade.
Se é longo o trato muda
E então se for prolongado
Meu amigo não se iluda
Porque já foi apanhado.
ARFER
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