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quinta-feira, 27 de março de 2014

MUDJER DI CABO VERDE - COM AMIZADE



 

Mudjer é morabeza /Mudjer é beleza di frenti /Mudjer é futuru Prisenti


27 DE MARÇO – DIA DA MULHER CABOVERDIANA.

MULHER de um PAÍS onde do quase nada se faz quase tudo e da DIÁSPORA que suplanta quantitativamente os que lá vivem.

MULHER MÃE, MULHER DE TRABALHO, MULHER QUE EDUCA, MULHER DE LUTA, MULHER SUSTENTÁTUCULO DO FUTURO DO PAÍS, que foi e é ponto de encontro de muitas culturas, ele próprio detentor de uma imensa cultura, eivada de multiculturalidade.

Na paz e MORABEZA fica a SODADE que a mulher traz consigo e que, esteja onde estiver, espalha o perfume desse berço de dez pérolas do Atlântico.

Deixo aqui as PALAVRAS de VERA DUARTE em forma de POESIA, uma embaixadora da Cultura de Cabo Verde, a voz de NANCY VIEIRA que espalha o perfume melódico da musica de raiz cultural caboverdiana.

ARFER

Palavra na POESIA de VERA DUARTE:

Ai se um dia chovesse
Ai se em Outubro chovesse
a terra molhasse
o milho crescesse
e a fome acabasse

Ai se o homem sorrisse
a terra molhasse
a fome acabasse
e a chuva caísse

Ai se um dia...
Acordemos, camaradas,
As chuvas de Outubro não existem!
O que existe
É o suor cansado

Dos homens que querem
O que existe
É a busca constante
Do pão que abundante virá

Homens, mulheres, crianças
Na pátria livre libertada
Plantando mil milharais
Serão a chuva caindo
Na nossa terra explorada

E RECORDO, TAMBEM, UMA MULHER QUE "VOOU" DO MINDELO ATÉ PARIS, deixando o perfume da MORNA da BOAVISTA, consagrada na SODADE

RECORDANDO

Descalça ia para o PALCO

A DIVA com tal candura,


Não formosa, mas segura.


Em tantos palcos cantou,


Do Mindelo até Paris


E tantas saudades deixou


No povo que tanto a quis.


Não foi, ficou ente nós


O registo da sua imagem


E o encanto da sua voz.



ARFER

quarta-feira, 19 de março de 2014

FLORES SÃO POEMAS SEM PALAVRAS


 

AS FLORES SÃO POEMAS COLORIDOS DE MULTIPLOS SIGNIFICADOS. HÁ SEMPRE ALGO DE BELO À NOSSA VOLTA ..QUE NEM SEMPRE ENXERGAMOS....
HÁ PATRIMÓNIO A PRESERVAR ---HÁ GARANTIA DE UM BARREIRO COM FUTURO.

A POESIA

Poesia brota do nada e traz tudo
Não se constrói, nem se arquitecta.
Para a criar, não é preciso ter“canudo”
É do sentir de cada um, não se projecta.
É como semente que se torna raiz,
Tronco ou folhagem.

 O fruto é cada verso, com ou sem rima.
É o sentir que a palavra tem e o que nos diz.
É a teia que o poeta tece e que assina.
Uns poemas trazem mensagem, outros não.
Outros falam de lutas, vidas e amor.
Outros, ainda, de mitos, dor ou ilusão,
De sonhos, liberdade, campos em flor.
Dos cravos, das rosas, das papoilas
De tanta coisa falam, mas também
Das formas belas e suaves das moçoilas
Que nos “levam” nos sonhos para o além.
Ainda que alguns, sejam plenos de fantasias,
Trazem-nos a esperança nas palavras
E luz que ilumina os nossos dias.

ARFER

MARÇO - MÊS DE TANTA COISA


DIAS de MARÇO


Dias plenos de crer e intensidade
Onde tudo se relaciona, e na verdade
Se todos entendessem o seu significado,
Bem seria para toda a humanidade.

ALGUMAS INTERROGAÇÕES:
- Serão as desigualdades fruto da injustiça ou é a injustiça fruto das desigualdades?

- Será que a liberdade é possível havendo fome? Para onde caminha o planeta azul que até podia ser vermelho se o planeta Marte não tivesse já esse cognome?

O que pensamos nós, se sabemos que:

Muito poucos poluem o que muitos limpam. Uns, poucos, sacodem as migalhas da mesa farta e com esses restos muitos outros enganam a fome. Uns, poucos, arrasam florestas e muitos outros fazem campanhas para as plantar. Muito poucos são donos de terras por cultivar e muitos camponeses morrem por as querer trabalhar. Porque dia VINTE E DOIS é o dia Mundial da ÁGUA lembro que :- Muito poucos poluem a atmosfera, os rios, as ribeiras, os lençóis aquíferos e ainda outros enchem piscinas diariamente, enquanto milhões de seres vivem (ou sobrevivem) com dois litros de água por dia.

DIA VINTE E UM : É o dia que assinalou o chegar da Primavera (no hemisfério norte do planeta Terra), o renascer dos campos floridos e, já agora, que seja também o reavivar das memórias e nos traga um sentimento de esperança de um Mundo mais fraterno. É, também, o DIA MUNDIAL DA FLORESTA, que tem como objetivo lembrar e sensibilizar os cidadãos de todo o Mundo para a importância que a sua preservação tem para a manutenção da VIDA no planeta Terra, palco da humanidade. Palco onde cada um de nós é um ator, numa peça continuada, desempenhando papéis diferenciados das obras de muitos autores. DIA VINTE E SETE É DIA MUNDIAL DO TEATRO, um dia de todos nós, que participamos em dramas, tragédias e comédias no dia a dia das nossas vidas. Bem haja para os que com o saber e a arte de dizer nos trazem o sabor da palavra e a riqueza do conhecimento.


VINTE E UM é, também, o DIA INTERNACIONAL CONTRA A DESCRIMINAÇÃO RACIAL, instituído pela ONU, que marca a data trágica de um massacre havido na África do Sul em 21 de Março de 1960. Não gosto de abordar o tema quanto ao facto, à data ou à cor da pele, porque qualquer dia, dos 365 ou 366 do ano, podia exigir este avivar da memória. Ao longo da história da humanidade povos de todas as raças e credos foram sujeitos à escravatura, à descriminação social e racial, por isso desejo que todos os dias sejam dias de todas as causas e evocações.


E porque a poesia marcou o DIA fica uma pequena quadra, sem rima. – quatro versos apenas:


Ao chegar a Primavera , cuidámos da Floresta.

É dia da Poesia e do Teatro, por isso, dia festivo.

Da igualdade entre os povos de cor e credos diferentes.

Pois da vontade do outro, nenhum de nós é cativo.

 22 DE MARÇO - Data em que a ONU determinou que fosse o dia MUNDIAL DA ÀGUA , o bem mais precioso, sem ele não haveria dias da poesia, do teatro, da árvore, nem carnavais ou Natais, simplesmente não haveria VIDA, tal como a conhecemos, ficam as imagens da poluição e da seca, para que todos não esqueçam que o BEM MAIS VALIOSO DE TODOS OS BENS É A ÁGUA.

21 DE MARÇO – DIA MUNDIAL DA POESIA

Neste dia, em todo o Mundo haverá tertúlias, récitas e encontros, falar-se-á de poesia, dos grandes poetas, relegando a poesia popular para segundo plano.

No espaço da lusofonia há e sempre houve grandes poetas, com obras de rara dimensão, como: os portugueses - Luiz Vaz de Camões, Cesário Verde, Fernando Pessoa - Os brasileiros Drumond de Andrade, Vinicius de Moraes e Castro Alves, de Moçambique José Craveirinha, de Angola Agostinho Neto e de Cabo Verde (Terra de tantos poetas) Amílcar Cabral e Eugénio Tavares. Estes são alguns de grandes poetas de língua portuguesa. Mas hoje quero lembrar o poeta brasileiro CARLOS DRUMOND DE ANDRADE e ANTÓNIO ALEIXO, cauteleiro e pastor de rebanhos, cantor popular de feira em feira, pelas redondezas de Loulé ( Algarve - Portugal )que é um caso singular, bem digno de atenção de quantos se interessam pela poesia. Para reflexão faço uma postagem de algumas quadras da obra “ESTE LIVRO QUE VOS DEIXO”, em parte improvisações registadas, carregadas de sensibilidade, experiência de vida e análise profunda.

ARFER
APalavraMágica  
                                                                                                                             

Certa palavra dorme na sombra
de um livro raro.
Como desencantá-la?
É a senha da vida
a senha do mundo.
Vou procurá-la.

Vou procurá-la a vida inteira
no mundo todo.
Se tarda o encontro, se não a encontro,
não desanimo,
procuro sempre.

Procuro sempre, e minha procura
ficará sendo
minha palavra.

Carlos Drummond de Andrade, in 'Discurso da Primavera'

QUADRAS SOLTAS

Que importa perder a vida

Em luta contra a traição,

Se a Razão mesmo vencida,

Não deixa de ser Razão



Embora os meus olhos sejam,

Os mais pequenos do Mundo

O que importa é que eles vejam

O que os homens são no fundo



Não sou esperto nem bruto

Nem bem nem mal educado;

Sou simplesmente o produto

Do meio em que fui criado.


ANTONIO ALEIXO

sábado, 8 de março de 2014

DIA DA MULHER


“À MULHER”
Decidi, no dia da MULHER, lembrar BLIMUNDA. JOSÉ SARAMAGO trata as personagens femininas de forma especial, numa critica criativa aos seus diferentes comportamentos. BLIMUNDA, a MULHER nascida do seu imaginário, em “Memorial do Convento”, estaria (hoje) com toda a certeza a comemorar o:                                                                                                                                    

“8 de Março Dia Internacional da Mulher”
- Factos da história: -

No dia 8 de Março do ano de 1857, as operárias têxteis de uma fábrica de Nova Iorque entraram em greve, ocupando a fábrica, para reivindicarem a redução de um horário de mais de 16 horas para as 10 horas diárias. Estas operárias recebiam menos de um terço do salário dos homens, foram fechadas na fábrica onde, entretanto, se declarara um incêndio, e cerca de 130 mulheres morreram queimadas. Em 1910, numa conferência internacional de mulheres realizada na Dinamarca, foi decidido, em homenagem àquelas mulheres, comemorar o 8 de Março como "Dia Internacional da Mulher". Em 1977, as Nações Unidas proclamam o dia 8 de Março como o:- Dia Internacional dos Direitos da Mulher e da Paz.

LEMBRANDO O “MEMORIAL”:

BLIMUNDA e a sua capacidade extraordinária de “VÊR” o “mundo” que a rodeia, numa sociedade em que a riqueza faustosa de poucos, contrastava com a miséria de muitos.

A rainha Maria Ana, uma mulher triste, insatisfeita, vivendo uma espécie de casamento intermitente, alimentando o ego de fantasias sonhadas com o seu cunhado, redimindo-se dessas fraquezas através da oração, no papel de mulher submissa ao homem seu dono e aos padrões religiosos repressivos que lhe eram impostos.

A BLIMUNDA, não, é forte, inteligente, sensual, verdadeira e sem subterfúgios, genes que herdou de sua MÃE Sebastiana que, por ser uma mulher de alma forte e impoluta, foi banida para Angola.

BLIMUNDA vive liberta, não aceita regras que a escravizem enquanto SER (mulher). Pobre no TER e rica no SER, a ela e dado o direito ao AMOR, à LIBERDADE, à plenitude dos seus direitos. Vê o homem como um igual.

BLIMUNDA tem os poderes que todas as mulheres deveriam ter, os de exigir das sociedades de que fazem parte, o direito à igualdade de género.

BLIMUNDA está à frente no seu tempo e ensina-nos a ver o mundo sem máscaras nem hipocrisias e que é preciso sensibilidade e conhecimento para saber ver (os olhos não chegam para tudo ver).

Deixaria a todas as mulheres este recado: - “ É preciso vencer a cegueira vivendo intensamente. Não se submetam passivamente aos comportamentos sociais que vos são impostos. Exijam o lugar de direito que têm no MUNDO, na igualdade de género, nos direitos e deveres.

ARFER

Lembro, também, JOSÉ CARLOS ARY DOS SANTOS, neste soneto dedicado à MULHER:

MULHER MAIO

Bom dia, minha amiga, digo em Maio
És uma rosa à beira de um trator
Neste campo de Abril onde não caio
A nossa sementeira já deu flor.

Bom dia, minha amiga, eu sou um gaio,
Um pássaro liberto pela dor;
Tu és a companheira donde saio
Mais limpo de mim próprio, mais amor.

Bom dia, meu amor, estamos  primeiro
Neste tempo de Maio a tempo inteiro,
Contra o tempo do ódio e do terror.

Se tu és camponesa, eu sou mineiro.
Se carregas no ventre um pioneiro,
Dentro de ti, eu fui trabalhador.
JOSÉ CARLOS ARY DOS SANTOS

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

NAMORADOS . A TERAPIA DO BEIJO É FUNDAMENTAL - PRATICAI!


A DISSECAÇÂO DO BEIJO.

Com tanta crise, tanta violência, tanta ganância, tanta exploração, com tanto de tanta coisa, com tanto beijo a vida seria bem melhor.  E hoje dia dos namorados não tornem vulgar o BEIJO.
O BEIJO

O BEIJO no bom sentido

È um beijo com valor.

Pode ser um beijo amigo,

Como pode ser de Amor.

 

Mas beijar só por beijar,

É tornar banal o beijo.

Mas o beijar com vontade,

Intensifica  o desejo.

 

Dizem que beijo de Judas

É o beijo (ou não é) da traição.

Com um beijo não te iludas,

Pode ser pura ilusão.

 

Para  quem recebe ilusão,

Porque pode imaginar

Que outros tantos virão

Da boca que o quis dar.

 

Desse momento vivido

De apenas um fugaz beijo,

Talvez vazio, sem sentido

Continua a ser desejo.

 

Só com duas consoantes

E as três vogais que tem,

Seja longo ou por instantes.

Um beijo sempre faz bem.

 

Se é dado por breve instante

Pode ser por amizade.

Então parta já para outro

E sinta-se em liberdade.

 

Se é longo o trato muda

E então se for prolongado

Meu amigo não se iluda

Porque já foi apanhado.

 

ARFER

terça-feira, 7 de janeiro de 2014

MALANGATANA - O TEMPO PASSA... A MEMÓRIA GUARDA.






Recordando:   MALANGATANA


Cheguei a casa, cerca das 21h00, sentei-me para jantar e vi a notícia, via TV, em rodapé: “ …faleceu Malangatana …”, não queria crer mas, logo após, confirmei.

Lá fora chovia copiosamente, como se do céu caíssem lágrimas de tristeza. Decidi escrever e fazer lembrar em poucas palavras, quem foi o Pintor, o Poeta, o Escultor, amante da Antropologia e Etnologia, mas, principalmente, amava a natureza, a humanidade e todos quantos com ele conviviam.

Em 6 de Junho de 1936, nasceu em MATALANA (província de Maputo).

Em 1960 tornou-se artista profissional.

No período colonial foi preso pela PIDE (polícia política) juntamente com os poetas José Craveirinha, Rui Nogar e outros cidadãos. Julgado dois anos depois e sem culpa formada (o que era comum) é julgado, absolvido e libertado.

Aderiu à FRELIMO, impulsionou diversos projectos culturais, colaborou intensamente com a UNICEF em acções culturais direccionadas à criança.

Um imenso rol de países de todo o Mundo guarda obras suas.

Estão presentes nas suas obras o “papão”, o povo e a criança mas em grande parte delas é a MULHER MOÇAMBICANA que está em destaque e dele guardo esta frase: “ …Não estou desiludido com a mulher com quem casei, ela é superior a mim ….”

O MUNDO FICOU MAIS POBRE

BEM HAJA

ARFER

MALANGATANA NGWENYA


Não teve berço, nem brinquedo

Dormiu na esteira, no chão

E de noite sentia medo

Que ali chegasse o “papão”.

Em moleque, criado de meninos

Apanha bolas e pastor

Aprendiz de “nyamossoro”

Ansiava um Mundo melhor

Trazia em si a Arte, em cada poro.

Foi em Matalana que nasceu

E experimentou a arte de pintar

Desenhou e fez-se escultor

Dedicou-se à vida com trabalho

E deixou nele todo o seu amor.

Hoje cidadão do Mundo

Venerado em toda a parte

Não só pelo HOMEM que é

Mas também pela sua ARTE.




Em vez de um ADEUS, ATÉ JÁ !!!

ARFER



quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

NATAL ... SÃO TODOS OS DIAS DO ANO ...FESTAS FELIZES


PARA O NATAL E DIAS SEGUINTES


E porque a criança, neste período, é o centro das atenções, incluindo as que vilmente são exploradas e maltratadas durante o ano, daí ter gostado deste poema que me foi gentilmente cedido.

"Toda criança do mundo

mora no meu coração

Seja pobre, seja rica,

Seja grandona ou nanica,

Mulata, ruiva, amarela,

Seja bonitinha ou feia

De trança ou touca de meia

Use sapato ou chinela...

Seja branca ou seja preta

De seda ou de camiseta

Com diploma ou sem escola

Triste, alegre ou boazinha

Que goste de amarelinha

Ou goste de jogar bola...

Seja indiazinha do mato

Não goste de usar sapato

Caeté ou cariri

Caipira ou da cidade

Diga mentira ou verdade

Em português ou tupi.

More em casa ou num barraco

Coma na mão ou no prato

Viva lá no fim do mundo

Durma na cama ou no chão



Toda criança do mundo

Mora no meu coração.”

(Ruth Rocha)



Cedido gentilmente por PAULA FIGUEIREDO, de Belo Horizonte, autora do BLOG “Espasmos de Inspiração

segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

NATAL FELIZ . 2013



UM BOM E FELIZ NATAL PARA TODOS e NÃO DEIXEM DE SONHAR PORQUE O FUTURO SERÁ O PRODUTO DO NOSSO QUERER E FAZER ... HAJA ESPERANÇA.
UM ABRAÇO PARA TODOS.


N A T A L

Nada melhor do que ter

AMOR, PÃO e AMIZADE

Também é bom não esquecer

Aqueles que neste MUNDO

Lutam pela igualdade.



Sendo assim, que este NATAL

Nos sirva de reflexão

Sobre a tristeza que assola

As muitas casas sem PÃO

E os meninos sem ESCOLA.



SES:

Se acham bem o que digo

Se certos e do meu lado

Levem a quem não consigo

O que vai neste “RECADO”.



Se ao nascer há IGUALDADE

Se na morte é tal e qual,

Porque é que durante a vida

Não há “espírito” de NATAL.

ARFER

PS. Isto sem falar daqueles que nos vêm como números sabendo que somos gente.

domingo, 3 de novembro de 2013

2011/OUTUBRO - Há dois anos "O POVO SAIU À RUA".

PARA QUE AS MEMÓRIAS FIQUEM ... PORQUE NÃO HÁ MACHADO QUE CORTE A RAIZ AO PENSAMENTO ,,,NEM O PERMANENTE CEU CINZENTO SOB O ASTRO MUDO ....PORQUE AS VONTADES E O SONHO SÃO UMA CONSTANTE DA VIDA E ASSIM PORQUE A VIDA CONTINUA ... TRAZ OUTRO AMIGO TAMBÉM. ARFER

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

"CONTOS DE MENINO" 2010

CONTOS DE MENINO – AS ESCOLAS DO LARANJAL, DAS ROSAS E DOS CRAVOS


Os meninos Zézinho e Pedrinho eram alunos da Escola do LARANJAL. Era para esta escola que iam todos os meninos, filhos dos que tinham sido capatazes, guardas, encarregados e homens de confiança da Quinta do Senhor António que morreu (coitado) depois de ter caído de uma cadeira.

Havia, também, ESCOLA DOS CRAVOS, onde estavam os filhos dos trabalhadores da quinta, de encarregados e de outras profissões que não concordavam com os mandos e desmandos do senhor António e, mais tarde, dos seu herdeiros: O senhor Marcelo e o senhor Silva.

Diziam “cobras e lagartos” dos meninos da Escola dos CRAVOS: – Que eram irreverentes, mal comportados, que protestavam por tudo e por nada, que só faziam malfeitorias e até falavam que os pais deles comiam criancinhas …Vejam só!

Os anos passaram, o Zézinho fez-se José e o Pedrinho fez-se Pedro. O padrinho do José, o senhor Mário, amigo do Frank (lembram-se?) levou-o para “trabalhar” com ele. O mesmo fez o senhor Silva padrinho do Pedro, com o afilhado, que para além de lhe ensinar uns truques o levou para “trabalhar” com ele, na esperança de, no futuro, quando governasse a quinta, os “meninos do LARANJAL”, já crescidos , tomassem, com ele, conta da quinta toda ( até já tinham criando um Banco e tudo).

Numa outra escola, que era a das ROSAS, cujo diretor e gerente era o senhor Mário, que castigava expulsava quem “brincasse” ou “alinhasse” com os meninos da escola dos CRAVOS, e lhes garantia que quando, já preparados (ou não), saíssem teriam bons empregos e eram industriados para, no futuro, conjuntamente com os ex-meninos da escola do LARANJAL tomariam conta dos negócios da ex-Quinta do senhor António, alternando periodicamente a sua gerência. Se o senhor Mário não queria nada com os “meninos “ da escola dos CRAVOS ( porque quando era menino andou lá e não o deixaram ser chefe de turma), o senhor Silva tinha um sonho, ser chefe com um administrador seu discípulo da escola do LARANJAL.

Os meninos da escola dos CRAVOS, já crescidos, seguiram o caminho dos seus pais, protestando, exigindo liberdades, direitos e deveres iguais para todos. Por isso os pais deles, alunos no tempo em que a quinta era do senhor António, foram presos, deportados e espancados, mas como agora pareceria mal aos donos das grandes quintas em redor, não podem fazer o mesmo que fizeram aos pais deles. Assim os ex-meninos das escolas do Laranjal e das Rosas que podendo mandar prender quem protesta, vingam-se (são vingativos pela surra) distribuem entre si os empregos mais bem pagos e como são donos dos Bancos os outros ex-meninos têm juros mais altos a pagar, aumentam-lhes os impostos, mandam-nos para o desemprego e até lhes tiram as casas e as empresas. Protesta-se, mas eles vão sonhando com os tempos Antoniensis.

A realização do sonho do senhor Silva, foi toda tramada pela “surra” ENTRE O José o Pedro e os padrinhos. Quando o José era o gerente da quinta (com o apoio do senhor Mário) sabendo da vontade do administrador (o chefe) e lembrando-se dos tempos em que eram colegas no LARANJAL decidiu-se, chamou Pedro e disse-lhe: – … Vais continuar a fingir que estás contra mim e Pedro, agora é que vamos realizar o sonho do nosso chefe (senhor Silva), ser ele o patrão e tu o gerente. E assim foi, o José, com o apoio dos apoiantes do Pedro, fingiu quee a quinta ia à falência, pediu dinheiro emprestado a uns usurários (tipo penhoristas), acordou com eles fazer tudo o que eles mandassem e disse ao Pedro: .”…Toma conta da quinta mais o senhor Silva, continua a fingir que não és meu amigo e quando protestarem contra as malfeitorias que tiveres de fazer, dizes que a culpa foi e é toda minha, que tem de cumprir o que eu prometi, para o bem e a honra do nome da nossa QUINTA.

Assim foi, mas isto não fica por aqui, a saga dos contos de menino continuará.

ARFER

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

REPÚBLICA ~ 5 DE OUTUBRO


A REPÚBLICA – 5.10.1910 – ACONTECEU
Lembras-te daquele dia
Em que saímos da “Rotunda” de mão dada,
Depois daquela noite de luta e medo
Mas plenos de certezas e confiança?
Sim, sentíamo-nos livres como aves
Voando num céu de esperança.
Dia que já tínhamos partilhado em sonhos.
Estávamos felizes como qualquer criança
Que tinha recebido a mais valiosa prenda.
Descemos a passo estugado a “Avenida”
À qual deste o nome de “Liberdade”.
Passámos pelo “Rossio”, onde a populaça
Vinda da Mouraria, do Castelo, Alfama e Graça,
Formava um Mar de Gente e de Felicidade.
Ao fundo vimos o “Tejo” no seu caminho p’ro Mar.
O Povo em uníssono clamava por Ti.
Para Eles eras a força que os ia libertar
Das amarras da ignorância e da miséria.
Foi um dia dos mais felizes que vivi.
Quanto sentimento nele havia, não mais esqueci
Quando os nossos EUS se uniram pelo elo da verdade.
Na varanda do Município falavam de TI
Ao som da “Portuguesa” e com vivas à Liberdade.
ARFER
HÁ UM ANO ACONTECEU        5 DEOUTUBRO DE 2012 –:


A pátria está em perigo ou o país de “pantanas”, “avisou” sua Exa. o presidente da República Aníbal Cavaco Silva ao hastear a bandeira da REPÚBLICA PORTUGUESA às avessas. Foi ocasional, intencional? A mensagem foi dada. Considerando, porém, a sua intervenção, em voz suave e pausada ao indicar os caminhos da emigração para os jovens e desempregados, como já o tinha feito o 1º e outros ministros, não há dúvida, vós achais que é o caminho para ultrapassar a crise por vós criada essa é a solução encontrada.
Sendo assim, GRATOS A V. EXCELÊNCIAS pela preocupação que o futuro do país vos merece. BEM HAJA !
ARFER
EM 2013 ACONTECEU:
Pois é … o patriarca /”pai” do governo da nação, tinha razão. Muitos milhares de portugueses jovens e menos jovens com maior o menor qualificação, emigraram em busca do “PÃO” que o presente lhes rouba.
A propósito de roubar …. Lembro um caso recentemente noticiado: - Três indiciados e arguidos num processo de “desvio” ilícito de cerca de seis dezenas de milhões de euros (que dariam para financiar a cultura), foram ilibados e absolvidos por o Tribunal, que levou o processo a julgamento, não ter competência para o fazer, com a agravante do dito caso não mais poder ser julgado, noutra instância … Pode-se, isso  sim, alterar contratos legais havidos com trabalhadores e pensionistas, mas em caso algum com entidades privadas (nacionais ou multinacionais), que gerem monopólios inconvenientemente  regulados pelo Estado.
É esta a República que hoje temos.
MAS O POVO TEM MEMÓRIA
ARFER