O 41º EM LIBERDADE
quarta-feira, 20 de maio de 2015
quinta-feira, 14 de maio de 2015
MARQUÊS DE POMBAL - SÌNTESE HISTÓRICA
HÁ 316 ANOS –a 13 DE MAIO – NASCEU;
MARQUÊS DE POMBAL
“O Conde, O Marquês, O Sebastião”
- Filiação;
- Infância e Juventude;
- Os Amores;
- O Político / O Governante / A Nobreza ociosa;
- e a Igreja Caduca;
- Despedimento sem justa e a reabilitação;
1.Filiação
Nasceu em Lisboa, no dia 13 de Maio de 1699 (ainda a senhora de Fátima estava em hibernação) uma linda e rosada criança, que seria baptizada, a 6 de Junho do mesmo ano, na freguesia da Mercês. Ser-lhe-ia dado o nome pomposo de Sebastião José e de apelido, Carvalho do pai (capitão de cavalaria e fidalgo da casa real - Manuel de Carvalho Ataíde e Melo da sua mãe Dona Teresa Luísa de Mendonça e Melo, filha do Senhor João de Almeida Melo, dono dos Morgados dos Olivais e Souto Rei.
2. Infância e Juventude
O menino cresceu, estudioso mas rebelde. Criança forte de físico e de mente.
Acabou por ser aluno na Universidade de Coimbra, onde frequentou o 1º ano jurídico, mas o seu espírito rebelde de quem gosta de decidir e ao estar sujeito, largou a “Escola” e optou pela vida militar, assentou praça como cadete.
Porém, mais uma vez, porque inteligente e senhor de seu nariz, ser mandado por quem (carenciado de inteligência e inovação) não era com ele, pediu a demissão e para alem de se dedicar ao Estudo da Historia, da Política, e da Legislação, entregou-se à vida ociosa da capital, das tertúlias, das farras e dos namoros breves e escaldantes. É liquido que era figura no grupo dos Capotes Brancos, bando da fidalgos aventureiros que perturbavam as noites suaves, tranquilas e amenas da capital do Império (uma espécie de Tedy Boys da época).
Enérgico, Belo e decidido (um Pão) era requerido pelas damas (não seria o sedativo come tudo, mas o Sebastião o desejado).
3. Os Amores
E assim uma dama da corte, componente do séquito da Rainha D. Maria Ana de Áustria, de nome D. Teresa de Noronha e Bourbon, senhora bela e linda, viúva, dez anos mais velha do que ele, que tinha sido casada com um primo de nome António Mendonça Furtado (pelo curto período de quatro anos 1714-1718), apaixonou-se por ele, de forma que aconteceu o inevitável, contrariando a família.
Os pais (da grande nobreza, ociosa e rica) só a pedido da rainha aceitaram conceder a mão os pés e o resto, ao futuro Marquês, e assim, aquela paixão deu em casamento. Em segundas núpcias a D. Teresa casou-se com o Sebastião em 16 de Janeiro de 1723, ela com 34 anos e ele com 24, foram viver para uma quinta, que o ainda não Marquês, possuía em Soure, onde continuou os seus estudos.
Uma “cunha” do Cardeal Mota, ministro e valido de D. João V (o Barrasco), vale a Sebastião José a nomeação de sócio da Academia real da História Portuguesa, isto em 1733, tendo este a incumbência de escrever a história de alguns dos reis, deste pais onde imperava a ignorância e o analfabetismo.
Nunca acabou este trabalho, que para ele provavelmente seria redutor, como mais tarde veio a provar.
Saltando no tempo, a 27.03.1739, dezasseis anos depois de ter casado, morreu o seu primeiro grande amor - D. Teresa de Noronha, estava em Londres (falarei adiante da sua prestação como embaixador (a) ). Grande desgosto sofreu com a morte da sua querida esposa, que lhe legou todos os seus bens.
Já em Viena, apaixonou-se de novo por uma linda, doce e rica dama, Dona Leonor Ernestina Eva Wolfganga Josefa com que se casou em 18 de Dezembro de 1745.
Também este casamento foi difícil. Sebastião homem apaixonado e lutador, sempre teve de “lutar” contra as vontades dos progenitores das suas amadas.
De facto a Ernestina, filha do Conde de Daunn do Sacro-Romano Império (marechal- general) Henrique Ricardo Lourenço e de Dona Violante Josefa condessa de Bromond, em Bayusberg, não queriam de forma alguma que um rico homem casasse com a filha, preferiam um homem rico, independentemente ou não de ser vazio de saber.
Porém e mais uma vez, D. Maria Ana de Áustria, Rainha de Portugal, intercedeu e o seu querido Sebastião lá se casou de novo.
O futuro Marquês, mais uma vez se deu nota de que amores, fáceis no sentir mas difíceis no conseguir era com ele.
As bodas realizaram-se no ano de 1745 e poço tempo depois, a conselho do seu famoso médico Van Swietem regressa à Pátria amada, trazendo a sua querida.
4. O Político/O Governante/A Nobreza e a Igreja Caducas
Em 1739 é enviado para Londres como ministro plenipotenciário (uma espécie de embaixador com plenos poderes), e aí sim, a sua invulgar capacidade e prodigiosa inteligência, era revelação que tal D. Sebastião “o desejado” não sairia da Bruma, mas tinha nascido na freguesia das Mercês em Lisboa.
Começa por “arrancar” do Duque de Lencastre, o reconhecimento da reciprocidade de direitos para os negociantes portugueses, o direito de reprimir os capitães de navios ingleses que em terra e águas portuguesas cometessem excessos.
A pedido de D. João V, enviou para Portugal uma preciosa coleção de Bíblias Hebraicas, e tudo quanto se havia escrito sobre leis, ritos, costumes e politica em quantas línguas havia, que chegariam a Lisboa em 1743.
A inteligência, argúcia e modo hábil como conduziu as negociações para que fora mandatado, levou a que fosse nomeado para a hercúlea tarefa de mediador na discórdia entre as cortes de Viena de Áustria e de Roma e mais uma vez saiu coroado de êxito. O imperador Francisco I e o Papa Bento XIV a apertaram as imperiais e “santas” mãos.
Voltou para Lisboa, ainda antes do desfalecimento e posterior falecimento de D. João V, em 31 de Julho de 1750.
Subiu ao trono de D. José I (e único) e logo a rainha sua mãe, agora muito amiga da condessa de Daunn (sua Dama de Honor), aconselhou o seu filho-rei, a nomear Sebastião “ o Salvador” Secretário de Estado da Guerra e Estrangeiros.
Passado pouco tempo (10 de gosto de 1750) ardia o Hospital de Todos os Santos (obra de outro grande da História Portuguesa, D. João II ). Não sendo um pretexto, mas uma realidade, de novo a energia e a capacidade de Sebastião José se manifesta, no reerguer do Hospital. Não tardou que a sua inteligência superior se tornasse tão manifesta, quanto a sua capacidade de iniciativa e audácia.
Tornou-se o mais forte e influente, ministro do reino. Era um reformador e fã de Richilieu, como ele queria consolidar o poder do rei e o regime do estado, com o objetivo de colocar Portugal no topo da civilização europeia, ainda que para isso fosse necessário usar quaisquer meios, incluindo o direito repressivo, de forma a ultrapassar as barreiras que lhe seriam, decerto, impostas pela nobreza ociosa e caduca e a Igreja retrógrada, aliada desta.
Entre 1751 e 1755, tudo fez para regular as atividade económicas. Apesar da “aliada” Inglaterra protestar contra as medidas de Sebastião, este manteve-as, chegando a mandar prender oficiais ingleses que levavam ouro amoedado a bordo, que também foi apreendido.
Fundava por decreto a Companhia do Grão Pará e Maranhão, privilegiada no comércio com o Brasil e reagiu de tal forma energicamente aos que se lhe opunham, que muitos dos que o enfrentavam, nesta medida, foram presos.
Estava Sebastião Carvalho empenhado em transformar Portugal, quando pela 9.00h da manhã do dia de todos os Santos (sendo sempre Todos os Santos, primeiro o Hospital agora o Dia), um violento Terramoto atinge todo o Sul da Península Ibérica, seguido de um Maremoto, que inunda os destroços da Baixa da Cidade. Nas zonas mais altas lavram incêndios. Lisboa fica em ruínas.
A 2 de Novembro de 1755- Já o enérgico alfacinha, nado e batizado na freguesia das Mercês , mobiliza o exército e a policia, manda tratar da “saúde” 1 da bandidagem que pilhava na cidade destroçada e trata de iniciar o processo de reconstrução de Lisboa.
Eugénio dos Santos e Manuel da Maia, traçam a planta da nova cidade.
Alguns historiadores sugerem que a raiz do grande poder de Sebastião de Carvalho foi o Terramoto. Porém, não fosse ele o “ Desejado” que da bruma não saiu, o homem capaz, sobredotado e fiel a quem lhe concedia o poder, decerto que lhe não era dispensada a cega confiança de D. José. Para ele era insuportável uma casta de nobres agindo por conta própria e ainda pior do que isto, uma Ordem religiosa “omnipotente” como a Companhia de Jesus, vivendo e agindo à margem da autoridade do Estado.
O rei seguia todos os conselhos do Ministro, o ódio e a inveja da nobreza caduca acentuava--se.
Em 1756 era fundada a Aula de Comércio (ª), A Companhia de pesca da Baleia nas costas do Brasil, a do Atum nas costas do Algarve e a Companhia do Alto Douro, contrariando o livre comércio e os interesses dos ingleses e de grandes proprietários, o que viria a gerar um motim em 23 de Fevereiro de 1757. Sebastião considerou-o uma rebelião contra o poder de El Rei seu amo. Nomeou, então, o Desembargador D. José Mascarenhas Pacheco Pereira Coelho de Melo. Foram condenados à morte 21 homens e 9 mulheres e a várias penas 155 homens e 33 mulheres.
1) -manda levantar 100 Forcas bem altas, cada uma com o seu cadáver, e ao que parece surtiu efeito.
(a)-Uma espécie de Instituto comercial.
Quebrou, com este exemplo, todas as resistências municipais ao seu projeto de modernização e enérgica administração.
Visava (tal como D. João II) e por isso reprimiu o orgulho da Nobreza exploradora e ociosa, como mais tarde se empenhou em liquidar o “Polvo” (Máfia nobre ou burguesa) que se acoitava na super poderosa sombra da Companhia de Jesus, que acabou por ser expulsa do reino em barcos da Marinha Real.
A tentativa de assassinato do Rei, em 13 de Setembro de 1768, quando este voltava ao Palácio da Ajuda, provavelmente de uma ronda amorosa. O ataque deu-se, com tiros de bacamarte, perto da Quinta do Melo. O rei salvou-se, não por milagre da nossa Senhora de Fátima, mas porque um dos bacamartes se encravou e o cocheiro voltou para trás em vez de seguir para o paço real.
O Rei não deixou de ficar com algumas feridas que apesar de não haver antibióticos, não chegaram a infetar.
Na sequência deste acto, Sebastião cuidou do rei, e “encontrou” de imediato os principais suspeitos, o duque de Aveiro, inimigo dele próprio e de seu Amo, e seus sequazes: - Os Távoras, inimigos declarados, ainda porque a mulher do Marquês Luís Bernardo era uma querida, devota e favorita de El Rei D. José.
Procurados, presos e interrogados os inimigos e seus aliados, (Duque de Aveiro, Alornas, Autoguias e Távoras), passam a ilustres hóspedes dos Fortes à Beira Tejo, sendo condenados os mais responsáveis com pena de morte e executados em 13 de Janeiro de 1759.
Os Jesuítas, que através da confissão reinavam as consciências, controlando a educação e o ensino como trave da perpétua imobilidade e um permanente obstáculo a todas as tentativas de reforma, regeneração e modernização.
Em todos os países se sentia a forte influência da Companhia de Jesus, mas nas colónias de Portugal, principalmente no Brasil estes seguidores de Inácio de Loiola 3 eram, maioritariamente, uma praga doentia.
Já nos primórdios do seu governo, Sebastião José os tinha mandado combater, a Sul sob o comando do governador do Rei de Janeiro Gomes Freire de Andrade e no Amazonas Francisco Xavier de Mendonça. Irritado, mandou o Marquês que os governadores-gerais das colónias inquirissem e lhe dessem a saber os costumes e atos praticados pelos jesuítas. O resultado foi pior do que imaginara.
Os vícios a relaxação dos costumes, foi a sardinha que fez cair o burro, já demasiado carregado com :
-A influência perniciosa e retrógrada na educação, contrariando o progresso que se pretendia;
-A mãozinha Jesuítica que aprovou a revolta do Porto e apoiou a resistência à fundação da Companhia de Grão-Pará.
-E ainda, segundo os relatórios dos governadores a profunda corrupção existente na Companhia que defendia interesses próprios.
- Não contando com as “afirmações” Jesuíticas de que o Terramoto tinha sido castigo divino, face à governação do Marquês.
Assim a “ guerra ” surda, passou a “guerra” aberta.
Sebastião José consegue do Papa Bento XIV a nomeação de um visitador, que recaiu no Cardeal Patriarca de Lisboa. Consegue, também, a suspensão dos jesuítas nos atos de pregação e confissão em todas as dioceses portuguesas, expulsando, até do Paço real, todos os confessores Jesuítas que ali havia.
Morreu Bento XIV e a Ordem dos Capas Negras reage ao ataque do Marquês e apelam ao Novo Papa Clemente XIII, reclamando da ação do Cardeal visitador nomeado.
O Conde contra atacou, pediu ao Papa licença para processar todos os que colaboraram na tentativa de assassinato do rei e em outros atos de lesa majestade. O Papa concedeu, mas solicitou ao Rei que não o expulsasse os jesuítas dos seus domínios. O Conde esqueceu-se de tal pedido e por decreto de 3 de Setembro de 1759, o brigue “S. Nicolau” saiu com um “carregamento” de Jesuítas para Itália.
O já Conde de Oeiras (Decreto de 15 de Julho de 1759), não suporta o comportamento do apostólico representante do papado em Lisboa e manda-o embora de Portugal, fazendo regressar o embaixador em Roma, Francisco de Almada.
O Conde de Oeiras, sendo cristão, acreditava convictamente que era a “Jesuínisteca” o veio transmissor do fanatismo religioso e que a subserviência às vontades de Roma tinham conduzido Portugal a um Estado Decadente. Se o Beatério continuasse a “snifar”, metendo o nariz na politica por influencias beatas e manipulando os devotos em varias áreas de interesse social, o reino continuaria “ metendo agua”, até se afundar.
Voltando à expulsão do Núncio Cardeal Acciaioli, este foi acompanhado até à fronteira de Espanha por 30 dragões (o FCP não existia).
Quanto à Inquisição (a dita santa) o Conde de Oeiras ainda lhes concedeu o prazer da execução de um “Auto de Fé”, a vitima foi, o Padre Malagrida e pouco tempo depois o Inquisidor geral (o irmão bastardo do Rei4 ) juntamente com o seu meio irmão (menino de Palhavã), vão a banhos, desterrados para as matas do Buçaco e por lá ficaram ate que lhes deles se esquecessem.
4) Um dos muitos de D .João V
A nobreza e o clero ficaram definitivamente subjugados pelo poder real.
Seguindo o exemplo de Portugal, França, Espanha e Nápoles expulsaram, também, os Jesuítas. Clemente XIII morreu aterrado.
De novo saiu fumo branco e sucedeu-lhe Clemente XIV e em 1773 este, recém eleito, aceitou a medida proposta, pelo Marquês de Pombal (por decreto de 16.09.1769). Os Jesuítas foram definitivamente expulsos do reino, que significou a renovação moral que se ia deixando embalar na letargia e no fatalismo do castigo divino.
Por estes factos o Marquês tornar-se-ia admirado e figura de grande influência em toda a Europa.
Confrontou-se com a Espanha e a França quando o queriam obrigar a sair da neutralidade, na guerra dos sete anos, com os ingleses.
Se queriam guerra, não hesitou, mandou vir o Conde de Liphe, um dos mais conceituados oficiais de Frederico da Prússia, e encarregou-o da organização do exército e regulamentar a sua disciplina.
Fomentou a construção de novos navios que fortaleceram a nossa marinha, mercante e militar. Apoiou o favorecimento e apoio ao comércio e à agricultura.
Porém é a Indústria que lhes merece maiores cuidados e como o prova disso, a proteção que dá à Fabrica das Sedas, em Lisboa, às fábricas de Lanifícios da Covilhã, Fundão e Portalegre ou à Industria Vidreira da Marinha Grande, entre outras.
Aboliu a distinção entre cristãos velhos e novos, e suprimiu a escravatura em Portugal Continental.
Mas foi censurado, vejam só por mandar prender no forte da Junqueira o Bispo de Coimbra, um pobre velhote de nome D. Frei Miguel da Anunciação que era um dos chefes do partido reacionário que protegia uma seita de fanáticos religiosos. Um velhinho não deveria ser tratado assim.
Mas uma das maiores obras do Marquês foi o impulso que deu à instrução popular. O decreto de 6 de Novembro de 1772 organizava a instrução primária do modo mais completo para o seu tempo. Estabelecia o princípio do concurso, apoiava o ensino particular. Criava o Ensino Secundário (génese dos atuais liceus), convidava as ordens religiosas a abrir escolas nos seus conventos (mas nada de Jesuitices). Favorece o ensino superior criando o Colégio dos Nobres e tratou de reformar a Universidade de Coimbra, reforma que delegou no reitor nomeado por si, Bispo de Coimbra D. Francisco Lemos.
Deu-se uma verdadeira revolução no ensino universitário, mandando para o lixo os legados jesuíticos, colocando em prática os processos mais audaciosos da nova ciência. Foram nomeados sábios, alguns deles estrangeiros de nomeada.
Para além das escolas das Escolas e Universidades, nasceu também um Observatório Astronómico, um Jardim Botânico, um laboratório de Física e Química, um dispensário Farmacêutico, um Teatro Anatómico e um Museu de Historia Natural. Promove a 1ª Exposição Industrial, em Oeiras (talvez a 1ª da Europa e do Mundo). Elevou Aveiro à categoria de cidade, que deixara de ser no reinado do funesto rei D. João III.
De tal modo foi reconhecida a ação do Marquês que no dia 23 de Outubro de 1772, na cerimónia de abertura da Universidade lhe prestaram grandiosa e merecida homenagem. Viam-no mais como soberano do que ministro, de quem tinha a consciência de ter prestado ao país e à civilização o mais elevado e importante de todos os serviços.
A fundação da Imprensa Nacional completa a obra do Marquês no que se relaciona com o movimento intelectual. Pela sua ação Portugal tinha saído das trevas da ignorância e do atraso em que mergulhara.
Antes de 1755 Lisboa era das cidades mais beatas que se conheciam. Missas por tudo quanto era caso e todas pagas antecipadamente. Contra a ditadura clerical da Igreja que influenciava ricos e pobres, só a dita dura do Marquês fez renascer e crescer o país. A frase “enterrar os mortos e cuidar dos vivos” é reveladora da sua energia e sentido prático.
De toda a Europa “chovem” elogios. Era causa de admiração quem, neste pequeno reino à beira mar, conseguiu “plantar” 837 Escolas primárias e secundárias e reformar o Ensino, colocando-o ao nível do que melhor havia no Mundo.
Foi de facto um ditador despótico para a nobreza ociosa e caduca, para “religiosos” retrógados, para burgueses e gente do povo amigas do obscurantismo. A dita dura de Sebastião José de Carvalho e Melo, Conde de Oeiras e Marquês de Pombal (por mérito), é daquelas que preparam o futuro e abrem as portas ao conhecimento e à liberdade. Porém ENGANOU-SE.
5. DESPEDIMENTO SEM JUSTA CAUSA:
D. JOSÉ morre a 24 de Fevereiro de 1777.
Dona Maria, sua filha, herdeira do trono, para quem o Marquês era inimigo, manipulada pela nobreza invejosa e mesquinha e seus confessores, que há muito preparavam a vingança sórdida, decidiu como que numa peça em 3 Atos, despedir SEM JUSTA CAUSA, quem tantos e bons serviços prestara a Sua Majestade seu pai.
- 1º Ato, manda avisar o Marquês de que não se ocupasse do funeral de El Rei;
- 2º Ato, manda libertar todos os presos que tinham sido oposição ao seu pai;
-3º Ato, Sem alegar justa causa, sem qualquer nota de culpa (a não ser o ódio que lhe movia as entranhas) e sem permitir contraditório ou recurso, demite o Marquês das suas funções, retira-lhe todos os privilégios e somente lhe concede o direito de receber o ordenado de 1º ministro e a renda de uma comenda.
Final – Manda retirar o medalhão da estátua equestre de seu pai e no seu lugar coloca o Brasão de Lisboa (um navio de velas cheias). O marquês, no seu retiro de Pombal, para onde tinha sido degredado, ouvia dos seus amigos a frase que corria Lisboa inteira :- “Agora é que Portugal vai à vela”
A MORTE
Depois de vexames, acusações falsas, ofensas várias, interrogatórios vis, humilhantes e recursos, teve o perdão real.
Condená-lo, a raínha, não podia, porque ao fazê-lo puniria também a memória de seu pai e REI D. JOSÈ I.
Desgostoso e humilhado o MARQUÊS (D. Sebastião “o Salvador”) morre na noite de 11 de Maio de 1782.
As exéquias solenes foram celebradas na Igreja do Convento de Santo António, em Pombal, pelo Bispo de Coimbra D. Francisco de Lemos, seu amigo fiel. Foi o monge Benedictino Frei Joaquim de Santa Clara (notável orador) que rezou a oração fúnebre.
A REABILITAÇÂO
Num acto de justiça, por decreto de 1833, a imagem de bronze do Grande Estadista, Marquês de Pombal, foi recolocada no pedestal da estátua do Rei D, José I.
No preambulo do decreto constava:- ”… Que o Marquês de Pombal fora o português que mais honrou a sua Nação no século passado……que homens por capricho…com ingratidão incrível fizeram desaparecer a sua imagem do centro da cidade que ele reergueu das cinzas e a transformou numa das mais belas capitais do mundo.”
Este decreto foi rubricado pelo Ministro Cândido José Xavier.
ARFER
Bibliografias :
- “Romance Histórico” de António de Campos Júnior;
- O Marquez de Pombal” de Teófilo Braga;
-Textos de Pinheiro Chagas.
terça-feira, 28 de abril de 2015
PUBLICAÇÕES, POR SER ANO DE ELEIÇÕES.
CONTOS
DE MENINO – AS ESCOLAS DO LARANJAL, DAS ROSAS E DOS CRAVOS
Os meninos Zézinho e Pedrinho eram alunos da Escola do LARANJAL. Era para esta escola que iam todos os meninos, filhos dos que tinham sido capatazes, guardas, encarregados e homens de confiança da Quinta do Senhor António que morreu (coitado) depois de ter caído de uma cadeira.
Havia, também, ESCOLA DOS CRAVOS, onde estavam os filhos dos trabalhadores da quinta, dos encarregados e de outras profissões que não concordavam com os mandos e desmandos do senhor António e, mais tarde, dos seu herdeiros: O senhor Marcelo e o senhor Silva.
Diziam “cobras e lagartos” dos meninos da Escola dos CRAVOS: – Que eram irreverentes, mal comportados, que protestavam por tudo e por nada, que só faziam malfeitorias e até falavam que os pais deles comiam criancinhas …Vejam só!
Os anos passaram, o Zézinho fez-se José e o Pedrinho fez-se Pedro. O padrinho do José, o senhor Mário, amigo do Frank (lembram-se?) levou-o para “trabalhar” com ele. O mesmo fez o senhor Silva padrinho do Pedro, com o afilhado, que para além de lhe ensinar uns truques o levou para “trabalhar” com ele, na esperança de, no futuro, quando governasse a quinta, os “meninos do LARANJAL”, já crescidos , tomassem, com ele, conta da quinta toda ( até já tinham criando um Banco e tudo).
Numa outra escola, que era a das ROSAS, cujo diretor e gerente era o senhor Mário, que castigava expulsava quem “brincasse” ou “alinhasse” com os meninos da escola dos CRAVOS, e lhes garantia que quando, já preparados (ou não), saíssem teriam bons empregos e eram industriados para, no futuro, conjuntamente com os ex-meninos da escola do LARANJAL tomarem conta dos negócios da ex-Quinta do senhor António, alternando periodicamente a sua gerência. Se o senhor Mário não queria nada com os “meninos “ da escola dos CRAVOS ( porque quando era menino andou lá e não o deixaram ser chefe de turma), o senhor Silva tinha um sonho, ser chefe com um administrador seu discípulo da escola do LARANJAL.
Os meninos da escola dos CRAVOS, já crescidos, seguiram o caminho dos seus pais, protestando, exigindo liberdades, direitos e deveres iguais para todos. Por isso os pais deles, alunos no tempo em que a quinta era do senhor António, foram presos, deportados e espancados, mas como agora isso pareceria mal aos donos das grandes quintas em redor, não podem fazer o mesmo que fizeram aos pais deles. Assim os ex-meninos das escolas do Laranjal e das Rosas não podendo mandar prender quem protesta, vingam-se (são vingativos pela surra) distribuem entre si os empregos mais bem pagos e como são donos dos Bancos os outros ex-meninos têm juros mais altos a pagar, aumentam-lhes os impostos, mandam-nos para o desemprego e até lhes tiram as casas e as empresas. Protesta-se, mas eles vão sonhando com os tempos Antoniensis.
A realização do sonho do senhor Silva, foi toda tramada pela “surra” ENTRE O José o Pedro e os padrinhos. Quando o José era o gerente da quinta (com o apoio do senhor Mário) sabendo da vontade do administrador (o chefe) e lembrando-se dos tempos em que eram colegas no LARANJAL decidiu-se, chamou Pedro e disse-lhe: – … Vais continuar a fingir que estás contra mim e Pedro, agora é que vamos realizar o sonho do nosso chefe (senhor Silva), ser ele o patrão e tu o gerente. E assim foi, o José, com o apoio dos apoiantes do Pedro, fingiu que a quinta ia à falência, pediu dinheiro emprestado a uns usurários (tipo penhoristas), acordou com eles fazer tudo o que eles mandassem e disse ao Pedro: .”…Toma conta da quinta mais o senhor Silva, continua a fingir que não és meu amigo e quando protestarem contra as malfeitorias que tiveres de fazer, dizes que a culpa foi e é toda minha, que tem de cumprir o que eu prometi, para o bem e a honra do nome da nossa QUINTA.
Assim foi, mas isto não fica por aqui, a saga dos contos de menino continuará.
ARFER - 2010
EM 2011
ACONTECE A TAL CONVERSA HAVIDA NA PRAÇA "1º DE MAIO".
CONVERSAS DA PRAÇA " 1º DE MAIO"
Estavam dois homens falando
Na esquina daquela praça
Completamente alheados
Da gente que por lá passa.
Provavelmente falavam
De casos das suas vidas
Mas quando passei por eles
No espaço de um segundo,
Escutei…não foi por mal
Que a conversa afinal
Que eu pensava ser banal
Tinha um interesse profundo.
Falavam de indignidade,
Da fome que há no Mundo.
Parei disfarçadamente
Um pouco distanciado.
Ouvi então um dizer:
“Aprovou-se o “Orçamento”
Discute-se agora o PEC
Eu penso a cada momento
Que é preciso outro PREC.
E disse o outro:
Estas crises financeiras
Maquinadas à distância
Não são mais que roubalheiras
Fruto de muita ganância
Dos donos do Capital.
Os pobres ficam mais pobres
E o desemprego aumenta
Se isto continua assim
A gente não aguenta.
Então disfarçadamente
Passo a passo dali saio.
E recordei aquele ABRIL (74)
E os cravos do mês de Maio.
Na esquina daquela praça
Completamente alheados
Da gente que por lá passa.
Provavelmente falavam
De casos das suas vidas
Mas quando passei por eles
No espaço de um segundo,
Escutei…não foi por mal
Que a conversa afinal
Que eu pensava ser banal
Tinha um interesse profundo.
Falavam de indignidade,
Da fome que há no Mundo.
Parei disfarçadamente
Um pouco distanciado.
Ouvi então um dizer:
“Aprovou-se o “Orçamento”
Discute-se agora o PEC
Eu penso a cada momento
Que é preciso outro PREC.
E disse o outro:
Estas crises financeiras
Maquinadas à distância
Não são mais que roubalheiras
Fruto de muita ganância
Dos donos do Capital.
Os pobres ficam mais pobres
E o desemprego aumenta
Se isto continua assim
A gente não aguenta.
Então disfarçadamente
Passo a passo dali saio.
E recordei aquele ABRIL (74)
E os cravos do mês de Maio.
ARFER
ESCRITAS EM OUTUBRO DE 1985. A memória coletiva por vezes é curta, daí
a intenção de as publicar. Lembram-se? Quem foi eleito primeiro ministro e tomou
posse em Novembro desse ano? Quem se lembrar, faça o enquadramento. Para melhor
enquadrar (porque vêm aí as eleições) é quem, protegendo até aos limites da
inconstitucionalidade o atual governo, vê a sua “obra”, delineada em
pensamento, quase completa. Felizmente ainda não completa.
Evitei as 13, daí serem 14 as QUADRAS SOLTAS:
1.Tal como antigamente/os outros são todos maus/se eu não for presidente/o
país será um caos.
2.Já, também, o SALAZAR/e depois Marcelo Caetano/repetiam esta frase/cem
vezes em cada ano.
3.Assim tentam demonstrar/os “democratas” que são/os outros são todos
maus/nós é que temos razão.
4.Pois, que importa o desemprego?/A injustiça social?/São coisas sem
importância!/Tudo isso é natural.
5.Parem-se barcos e fábricas,/reduzam-se a produções./Nós pagamos
subsídios,/a CEE dá milhões.
6.Nós concedemos favores/desde que haja sossego/somos país de
“setoures”/que vão para o desemprego.
7.Aos reformados só basta,/na véspera das eleições,/oferecer-lhes umas
férias/e dar-lhes mais uns tostões.
8.Aos estudantes, é fácil./Prometer não custa nada./É manter-lhes por um
tempo/ a vida facilitada.
9.Também aos desempregados,/nós faremos referência./Falaremos da “retoma”/e
de empregos com urgência.
10.aos filiados da CAP,/agricultores e rendeiros,/no direito aos
subsídios/serão vocês os primeiros.
11.Este é o nosso programa,/com o PEDIP e o FEDER/construímos muita
estrada/e ficamos a dever.
12.E quando o dia chegar/de pagarmos, sem apelo,/cederemos o poder/e outros
virão faze-lo.
13.Nessa altura, então seremos/verdadeira oposição,/bastando que os acusemos/de
uma má governação.
14.E como é falha a memória,/só alguns se irão lembrar./Então, repete-se a
história/VOLTAMOS A GOVERNAR!
ARFER
sexta-feira, 24 de abril de 2015
25 DE ABRIL - 1974/2015
2015 -ABRIL EM PORTUGAL
14975
dias DEPOIS - LIBERDADE?!
Parece que foi “ontem”
que aquela madrugada aconteceu e nos deu
a conhecer o sabor da palavra
LIBERDADE, particularmente, aos que nas prisões de Caxias, Aljube ou Peniche,
na clandestinidade, nos campos, nas fábricas, nas escolas, nas coletividades,
cooperativas e sindicatos sempre resistiram, enfrentando a intimidação e a
repressão de um regime fascista, responsável por 13 anos de guerra colonial,
pela emigração clandestina de centenas de milhar de portugueses e por uma taxa
de analfabetismo não comparável à de qualquer outro país europeu.
A esperança que crescia com a Liberdade marcou o início
de uma viragem histórica que, hoje, mais do que uma recordação, é uma luta que
persiste, um caminho que, ainda, falta cumprir. Muito do que foi jurado em 2 de
Abril de 1976, com a aprovação da Constituição da República Portuguesa, não se
cumpriu.
A esta distância não deixa de ser curioso e
significativo pensar que no dia 26 de Abril de 1974 todo, ou quase todo o
Portugal, era democrata e revolucionário, o que significaria, à priori, que o
fascismo, o colonialismo, analfabetismo e a repressão, só faria parte do
imaginário de alguns. Esta será a primeira das lições a tirar de como não
cumprir a Constituição, por todos votada (com o não do CDS de Freitas do
Amaral, delfim de Marcelo Caetano, hoje à esquerda do PS actual) que opinião
ter com este quadro de hipocrisia?
Se antes a ANP ou União Nacional representava o poder
constitucional e legislativo, hoje são os partidos do “arco da governação”
detentores desse poder, que hoje já falam em “EXAME PRÉVIO” a ações a praticar
pelos órgãos de informação, como prenúncio da entrada ao serviço da COMISSÃO DE
CENSURA extinta, exactamente, há 41
anos.
A segunda lição reflete-se na forma como nos
acomodámos a uma democracia representativa e nos esquecemos de estar atentos e
lutar, no uso do direito que a Lei Fundamental nos confere, em cada momento
crucial para o cumprimento dos Direitos e as Liberdades garantes de uma vida
melhor e mais justa para todos.
Com os desgovernos dos que representam os mandantes do
regresso ao passado, hoje há filas de cidadãos à espera de uma sopa, hoje já nem todos têm escola, hoje 100
estudantes por dia desistem dos seus cursos universitários, por não terem como
pagá-los. Receio que neste HOJE voltemos a ter “homens que nunca foram meninos”,
em que o volume de gente no desemprego cresce dia a dia, tal como a fome e medo.
O nosso quotidiano é
gerido por uma informação distorcida e eivada de inverdades ( deturpação ou
omissão da verdade), onde há dita sem contradita e a presença de políticos e
comentadores, hábeis na utilização do tal “Manto diáfano”, que esconde a
verdade, é predominantemente usado, porque o mais importante, para eles, é que
todos tenhamos a certeza de que a realidade por que passamos, embora injusta é
necessária, ou seja temos que aceitar ser, mais uma vez explorados, convictos
de que não há outras alternativas.
Este ano (2015) é ano
de eleições e, por enquanto, direito de votar é livre. Assim a observação atenta é fundamental (que
a memória não seja curta) para que, na hora de decidir em quem votar, a
cruzinha seja colocada no quadradinho certo, com a consciência de que o fazemos
pensando que, ao fazê-lo, optámos pelo bem da sociedade de que fazemos parte,
tendo em conta o presente e o futuro.
Mas o voto será mesmo
um exercício de liberdade, neste contexto de manipulação dos portugueses? Como
prenda de ABRIL (que foi) corresponde a um direito que anteriormente não
tínhamos, significando, deste modo uma conquista da Liberdade, mas não é a arma do Povo, como nos tentam fazer
crer, e só poderá ser uma arma do Povo, quando a cidadania for um ato real de
participação quotidiana na vida coletiva, quando soubermos compreender o mundo
em que vivemos e formos capazes de construir um futuro melhor para todos. Nesta
cruzada o conhecimento, a memória e o amor são de facto armas eficazes.
Os que nos têm
desgovernado nas quatro décadas pós - ABRIL, contam com o apoio do poder
financeiro que, por sua vez, tem sido
duplamente recompensado. Porem nos últimos anos de crise programada, esse poder
financeiro descapitalizou o país (em benefício de alguns) lesando gravemente a
grande maioria dos portugueses. Governam como se de um
jogo de Xadrez se trate, basta-lhes mudar umas pedras no tabuleiro do poder.
Manter o Rei, a Rainha e os Bispos, porque as Torres da resistência estão e são
limitadas nas ações que o jogo de interesses impõe e, quanto aos Peões, eles
jogam no pressuposto da memória curta, das crises criadas por eles próprios e
dos MEDOS que levam à sujeição da Lei da Oferta e da Procura em que os peões
são vistos como números e tratados como mercadoria negociável e descartável.
Se muito protestarem, sacodem-se umas migalhas
da toalha da abastança do Poder, com pequenas cedências aqui e ali, a receita é
conhecida. A política de benesses e comendas, da cunha institucionalizada, do
compadrio e silêncios cúmplices, produtora de ricos cada vez mais ricos e
pobres cada vez mais pobres, que tornam este canteiro à beira mar plantado (ora
sujeito à ingerência externa – autoridade que o povo não lhe conferiu) no país
europeu onde as desigualdades sociais são mais evidentes e se acentuam passo a
passo.
Como se não bastasse fazem um ataque sem
precedentes ao Poder Local, uma das conquistas mais significativas de ABRIL.
HÁ QUE DIZER BASTA!...(ã mentira,
arrogância e prepotência) - 41 Anos depois onde está a Liberdade?
O conhecimento e o empenho coletivo são as armas
mais eficazes para combater o obscurantismo, as ditaduras camufladas que levam
às desigualdades sociais, tenham o nome que tiverem.
Recordar e Viver o ABRIL que floresceu
em MAIO, é ter esperança num futuro mais justo, mais fraterno e mais igual. É
CONTINUAR A LUTAR PELA LIBERDADE.
ARFER
quarta-feira, 22 de abril de 2015
DIA MUNDIAL DO LIVRO
23
de ABRIL - DIA MUNDIAL DO LIVRO E DOS DIREITOS DE AUTOR
Celebra-se hoje, em todo o Mundo, o dia
Mundial do LIVRO, iniciativa destinada a promover o livro e combater a
iliteracia (palavra distinta). Em todos os dias do ano, nasceram e morreram
grandes escritores, só os autores de língua latina e as suas obras preencheriam
o desígnio de, em vez do dia Mundial, comemorarmos o ANO MUNDIAL DO LIVRO.
Inicialmente a data escolhida foi 7 de Outubro de 1926, para comemorar o nascimento do autor MIGUEL CERVANTES. Em 1930, a data passou para 23 de ABRIL, dia da morte de CERVANTES. O mundo é assim, é depois da morte que se comemora a vida, o reconhecimento do grande valor de muitas obras literárias e artísticas (alguns autores morreram na miséria) só é concedido depois da morte física.
Este dia emblemático escolhido pela UNESCO, assinala a morte de MIGUEL CERVANTES, o nascimento de VLADIMIR NABOKOV e, também, o nascimento e a morte de WILLIAM SHAKESPEARE. Vá lá…morte e nascimento.
TRADIÇÕES: O Dia Mundial do Livro e dos Direitos de Autor é comemorado, desde 1996 e por decisão da UNESCO, a 23 de Abril, dia de São Jorge. Esta data foi escolhida para honrar a velha tradição catalã segundo a qual, neste dia, os cavaleiros oferecem às suas damas uma rosa vermelha de São Jorge e recebem em troca um livro.
MAS LOUVE-SE O LIVRO E A MAGIA QUE ELE CONTÉM, A PALAVRA QUE ELE NOS TRAZ, AQUELE SENTIMENTO DE PARTILHA E CUMPLICIDADE QUE NOS TRANSMITE QUANDO O FOLHEAMOS. TRANSMITIR ÀS NOVAS GERAÇÕES O VALOR DO LIVRO É UMA RESPONSABILIDADE QUE NOS CABE.
VIVA O LIVRO, O LEITOR E O AUTOR, GÉNIO CRIADOR DE ESCRITOS QUE NOS TRANSMITEM CONHECIMENTO, NOS FAZEM SONHAR E POR VEZES VOAR NUM INFINITO MÁGICO.
Depois, encontrei a BIBLIOTECA e perguntei:
- QUEM ÉS TU BIBLIOTECA?
- Eu sou a guardiã do passado, do presente e do futuro …
Tenho no meu seio, as Memórias dos Homens, o seu imaginário criador da esgrima da palavra, em prosa e poesia.
Guardo dicionários de todas as línguas, enciclopédias e livros temáticos das ciências e artes.
Sou um elo da transmissão do SABER e da CULTURA, alimento regenerador e formador de gerações. O meu conteúdo é o “adubo” que fortalece o HOMEM face aos “ditadores de vão de escada” e de todos aqueles que fomentam a ignorância , tendo em vista a dominação e usurpação da LIBERDADE dos povos.
A CULTURA E O SABER SÃO SINÓNIMO DE LIBERDADE.
- Sabes, disse-me a BIBLIOTECA, agora tenho a minha irmã digital que chega a todos os cantos do MUNDO e me tem ajudado neste “trabalho” incessante, de séculos, que vai resistindo aos que aqui e ali, em diferentes épocas mandaram destruir algumas “células” do meu corpo.
Mas nós resistiremos e em cada canto do PLANETA AZUL HÁ E HAVERÁ SEMPRE UMA BIBLIOTECA QUE ESPERA POR TI !!!
Inicialmente a data escolhida foi 7 de Outubro de 1926, para comemorar o nascimento do autor MIGUEL CERVANTES. Em 1930, a data passou para 23 de ABRIL, dia da morte de CERVANTES. O mundo é assim, é depois da morte que se comemora a vida, o reconhecimento do grande valor de muitas obras literárias e artísticas (alguns autores morreram na miséria) só é concedido depois da morte física.
Este dia emblemático escolhido pela UNESCO, assinala a morte de MIGUEL CERVANTES, o nascimento de VLADIMIR NABOKOV e, também, o nascimento e a morte de WILLIAM SHAKESPEARE. Vá lá…morte e nascimento.
TRADIÇÕES: O Dia Mundial do Livro e dos Direitos de Autor é comemorado, desde 1996 e por decisão da UNESCO, a 23 de Abril, dia de São Jorge. Esta data foi escolhida para honrar a velha tradição catalã segundo a qual, neste dia, os cavaleiros oferecem às suas damas uma rosa vermelha de São Jorge e recebem em troca um livro.
MAS LOUVE-SE O LIVRO E A MAGIA QUE ELE CONTÉM, A PALAVRA QUE ELE NOS TRAZ, AQUELE SENTIMENTO DE PARTILHA E CUMPLICIDADE QUE NOS TRANSMITE QUANDO O FOLHEAMOS. TRANSMITIR ÀS NOVAS GERAÇÕES O VALOR DO LIVRO É UMA RESPONSABILIDADE QUE NOS CABE.
VIVA O LIVRO, O LEITOR E O AUTOR, GÉNIO CRIADOR DE ESCRITOS QUE NOS TRANSMITEM CONHECIMENTO, NOS FAZEM SONHAR E POR VEZES VOAR NUM INFINITO MÁGICO.
Depois, encontrei a BIBLIOTECA e perguntei:
- QUEM ÉS TU BIBLIOTECA?
- Eu sou a guardiã do passado, do presente e do futuro …
Tenho no meu seio, as Memórias dos Homens, o seu imaginário criador da esgrima da palavra, em prosa e poesia.
Guardo dicionários de todas as línguas, enciclopédias e livros temáticos das ciências e artes.
Sou um elo da transmissão do SABER e da CULTURA, alimento regenerador e formador de gerações. O meu conteúdo é o “adubo” que fortalece o HOMEM face aos “ditadores de vão de escada” e de todos aqueles que fomentam a ignorância , tendo em vista a dominação e usurpação da LIBERDADE dos povos.
A CULTURA E O SABER SÃO SINÓNIMO DE LIBERDADE.
- Sabes, disse-me a BIBLIOTECA, agora tenho a minha irmã digital que chega a todos os cantos do MUNDO e me tem ajudado neste “trabalho” incessante, de séculos, que vai resistindo aos que aqui e ali, em diferentes épocas mandaram destruir algumas “células” do meu corpo.
Mas nós resistiremos e em cada canto do PLANETA AZUL HÁ E HAVERÁ SEMPRE UMA BIBLIOTECA QUE ESPERA POR TI !!!
ARFER
GLOBALIZAÇÃO - 1ª ETAPA DE UM CAMINHO
22 de ABRIL O DIA DO ENCONTRO COM O FUTURO * Interrogações e certezas.
- Será que El-Rei D. João II, ao firmar o Tratado de Tordesilhas, já sabia da existência de novas terras a Ocidente e a Sul do Equador? – A norte tinha a certeza. E como prova, as idas à Terra Nova dos portugueses na demanda do Bacalhau.
O Caminho da Índia era conhecido devido às informações trazidas por Diogo Cão e pelo seu espião de serviço (007) Pero da Covilhã.
Porque terá rejeitado os serviços que lhe foram propostos por Cristóvão Colombo?
Quanto ao dia de hoje, 515 anos após o achamento do que chamaram de Monte Pascoal, depois Terras de Vera Cruz e mais tarde 1511 (finalmente) Brasil. Esse primeiro contacto entre povos com culturas e hábitos diferentes é descrito de forma brilhante pelo cronista PERO VAZ DE CAMINHA, escrivão de bordo , no qual consta, cito:-“E assim seguimos nosso caminho, por este mar, de longo, até que, terça-feira das Oitavas de Páscoa, que foram 21 dias de abril, estando da dita Ilha obra de 660 ou 670 léguas, segundo os pilotos diziam, topamos alguns sinais de terra, os quais eram muita quantidade de ervas compridas, a que os mareantes chamam botelho, assim como outras a que dão o nome de rabo-de-asno. E quarta-feira seguinte, pela manhã, topamos aves a que chamam fura-buxos. “
Dia 22 de ABRIL:
“Neste dia, a horas de véspera, houvemos vista de terra! Primeiramente dum grande monte, mui alto e redondo; e doutras serras mais baixas ao sul dele; e de terra chã, com grandes arvoredos: ao monte alto o capitão pôs nome – o Monte Pascoal e à terra – a Terra da Vera Cruz” ………………………...
“Deste Porto Seguro, da Vossa Ilha de Vera Cruz, hoje, sexta-feira, primeiro dia de maio de 1500.” Pero Vaz de Caminha” ”(aconselho a leitura do texto integral deste documento histórico, felizmente restaurado).
Este nóvel encontro de povos viria a dar origem à grande amplitude e importância que a língua portuguesa tem, no Mundo.
(Gilberto Freyre justifica o porquê de tão poucos, conseguirem dar origem a esta amplitude do português falado: - “ …a mobilidade e a miscigenação…).
Cá vai a síntese:
A Ocidente o BRASIL, a Oriente Timor.
No meio Angola, Moçambique e Guiné.
Não julguem que me esqueci de Goa, Macau e S. Tomé
E, também, de Cabo Verde, ponto de encontro no Mar.
Povos que têm em comum, o português no Falar.
ARFER
terça-feira, 14 de abril de 2015
CAFÉ - TAMBÉM TEM DIREITO AO SEU DIA!
VIVA O CAFÉ !
"PERFUME DE LIBERDADE"
Seja "Robusta" ou "Arábico"
do Brasil ou de Timor.
Seja forte ou aromático,
quando é feito com carinho,
tem o aroma da FLOR,
no sentido figurado.
No presente e no passado,
sabemos que é verdade,
que é à volta do CAFÉ
que nasce tanta amizade.
Sendo assim já faz sentido,
O convite que te faço ...
VEM TOMAR CAFÉ COMIGO !!!!
Seja "Robusta" ou "Arábico"
do Brasil ou de Timor.
Seja forte ou aromático,
quando é feito com carinho,
tem o aroma da FLOR,
no sentido figurado.
No presente e no passado,
sabemos que é verdade,
que é à volta do CAFÉ
que nasce tanta amizade.
Sendo assim já faz sentido,
O convite que te faço ...
VEM TOMAR CAFÉ COMIGO !!!!
ARFER
segunda-feira, 13 de abril de 2015
DIA MUNDIAL DO BEIJO - É HOJE, NÃO OLVIDAR E BEIJAI!
O BEIJO É UMA TERAPIA ACONSELHÁVEL ... HOJE É O DIA MUNDIAL, E NÃO É FERIADO. ASSIM APROVEITAI OS TEMPOS LIVRES NÃO SÓ NESTE DIA, MAS EM TODOS OS DIAS DO ANO.
SENDO ASSIM, PORQUE CONVÉM REPETIR E LEMBRAR, FICAM AS PALAVRAS DITAS, TODOS OS ANOS.
O BEIJO
O BEIJO no bom sentido
È
um beijo com valor.
Pode
ser um beijo amigo,
Como
pode ser de Amor.
Mas
beijar só por beijar,
É
tornar banal o beijo.
Mas
o beijar com vontade,
Intensifica o desejo.
Dizem
que beijo de Judas
É
o beijo da traição.
Com
um beijo não te iludas,
Pode
ser pura ilusão.
Para quem recebe ilusão,
Porque
pode imaginar
Que
outros tantos virão
Da
boca que o quis dar.
Desse
momento vivido
De
apenas um fugaz beijo,
Talvez
vazio, sem sentido
Continua
a ser desejo.
Só
com duas consoantes
E
as três vogais que tem,
Seja
longo ou por instantes.
Um
beijo sempre faz bem.
Se
é dado por breve instante
Pode
ser por amizade.
Então
parta já para outro
E
sinta-se em liberdade.
Se
é longo o trato muda
E
então se for prolongado
Meu
amigo não se iluda
Porque
já foi apanhado.
ARFER
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