https://youtu.be/k8vb4gn-Eho
HOJE, DIA 20, de acordo com o
Observatório Astronómico de Lisboa, o Equinócio da primavera começa hoje às
10:29– Dia da Agricultura/ 21 –Dia Mundial da
POESIA - Dia Mundial da Floresta (dia da Árvore); / 22 – Dia
Mundial da Água / 24 – Dia do Estudante - Dia Mundial da Tuberculose / 26
– Dia do Livro português; 27 – Dia Mundial do Teatro / 28 – Dia Mundial da
Juventude;
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Dias plenos de crer e
intensidade
Onde
tudo se relaciona, e na verdade
Se
todos entendessem o seu significado,
Bem
seria para toda a humanidade
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ALGUMAS INTERROGAÇÕES:
- Serão as desigualdades fruto da injustiça ou é a
injustiça fruto das desigualdades?
- Será que a liberdade é possível havendo fome? Para onde caminha o planeta
azul que até podia ser vermelho se o planeta Marte não tivesse já esse cognome?
O que pensamos nós, se sabemos
que:
Muito poucos poluem o que muitos
limpam. Uns, poucos, sacodem as migalhas da mesa farta e com esses restos
muitos outros enganam a fome. Uns, poucos, arrasam florestas e muitos outros
fazem campanhas para as plantar. Muito poucos são donos de terras por cultivar
e muitos camponeses morrem por as querer trabalhar. Porque dia VINTE E DOIS é o
dia Mundial da ÁGUA lembro que :- Muito poucos poluem a atmosfera, os rios, as
ribeiras, os lençóis aquíferos e ainda outros enchem piscinas diariamente,
enquanto milhões de seres vivem (ou sobrevivem) com dois litros de água por
dia.
22 DE MARÇO - Data em que a ONU determinou que fosse o dia MUNDIAL DA ÀGUA , o bem mais precioso, sem ele não haveria dias da poesia, do teatro, da árvore, nem carnavais ou Natais, simplesmente não haveria VIDA, tal como a conhecemos, ficam as imagens da poluição e da seca, para que todos não esqueçam que o BEM MAIS VALIOSO DE TODOS OS BENS É A ÁGUA.
21 DE MARÇO – DIA MUNDIAL DA POESIA


HOJE JÁ É PRIMAVERA (no hemisfério norte do planeta Terra), VIRÁ o renascer dos campos
floridos e, já agora, que seja também o reavivar das memórias e nos traga um
sentimento de esperança de um Mundo mais fraterno. É, também, o DIA MUNDIAL DA
FLORESTA, que tem como objetivo lembrar e sensibilizar os cidadãos de todo o
Mundo para a importância que a sua preservação tem para a manutenção da VIDA no
planeta Terra, palco da humanidade. Palco onde cada um de nós é um ator, numa
peça continuada, desempenhando papéis diferenciados das obras de muitos
autores. DIA VINTE E SETE É DIA MUNDIAL DO TEATRO, um dia de todos nós, que
participamos em dramas, tragédias e comédias no dia a dia das nossas vidas. Bem
haja para os que com o saber e a arte de dizer nos trazem o sabor da palavra e
a riqueza do conhecimento.
VINTE E UM é, também, o DIA INTERNACIONAL CONTRA A DESCRIMINAÇÃO RACIAL,
instituído pela ONU, que marca a data trágica de um massacre havido na África
do Sul em 21 de Março de 1960. Não gosto de abordar o tema quanto ao facto, à
data ou à cor da pele, porque qualquer dia, dos 365 ou 366 do ano, podia exigir
este avivar da memória. Ao longo da história da humanidade povos de todas as
raças e credos foram sujeitos à escravatura, à descriminação social e racial,
por isso desejo que todos os dias sejam dias de todas as causas e evocações.
E porque dia 21 é, também, DIA MUNDIAL DA POESIA, deixo-vos esta pequena
quadra, sem rima. – quatro versos apenas, para um mês inteiro.
Ao chegar a Primavera ,
cuidámos da Floresta.
É
dia da Poesia e do Teatro, por isso, dia festivo.
Da
igualdade entre os povos de cor e credos diferentes.
Pois
da vontade do outro, nenhum de nós é cativo.
E AINDA O QUE PENSO DA DITA!
A POESIA
Poesia brota do nada e traz tudo
Não se constrói, nem se arquitecta.
Para a criar, não é preciso ter “canudo”
É do sentir de cada um, não se projecta.
É como semente que se torna raiz.
Tronco ou folhagem
E o fruto é cada verso, com ou sem rima.
É o sentir que a palavra tem e o que nos diz.
É a teia que o poeta tece e que assina.
Uns poemas trazem mensagem, outros não.
Outros falam de lutas, vidas e amor.
Outros, ainda, de mitos, dor ou ilusão
De sonhos, liberdade, campos em flor.
Dos cravos, das rosas, das papoilas
De tanta coisa falam, mas também
Das formas belas e suaves das moçoilas
Que nos “levam” nos sonhos para o além.
Ainda que alguns, sejam plenos de fantasias,
Trazem-nos a esperança nas palavras e
Doses imensas de alegrias
ARFER_________________________________________
Neste dia, em todo o Mundo haverá
tertúlias, récitas e encontros, falar-se-á de poesia, dos grandes poetas,
relegando a poesia popular para segundo plano.
No espaço da lusofonia há e sempre houve grandes poetas, com obras de rara
dimensão, como: os portugueses - Luiz Vaz de Camões, Cesário Verde, Fernando
Pessoa - Os brasileiros Drumond de Andrade, Vinicius de Moraes e Castro Alves,
de Moçambique José Craveirinha, de Angola Agostinho Neto e de Cabo Verde (Terra
de tantos poetas) Amílcar Cabral e Eugénio Tavares. Estes são alguns de grandes
poetas de língua portuguesa. Mas hoje quero lembrar o poeta brasileiro CARLOS
DRUMOND DE ANDRADE e ANTÓNIO ALEIXO,
cauteleiro e pastor de rebanhos, cantor popular de feira em feira, pelas
redondezas de Loulé ( Algarve - Portugal )que é um caso singular, bem digno de
atenção de quantos se interessam pela poesia. Para reflexão faço uma postagem
de algumas quadras da obra “ESTE LIVRO QUE VOS DEIXO”, em parte improvisações
registadas, carregadas de sensibilidade, experiência de vida e análise profunda.
ARFER
QUADRAS SOLTAS
Que importa perder a vida/Em luta contra a traição,/Se a Razão mesmo
vencida,/Não deixa de ser Razão.
Embora os meus olhos sejam,/Os mais pequenos do Mundo/O que importa é que eles
vejam/O que os homens são no fundo.
Não sou esperto nem bruto/ Nem bem nem mal educado; /Sou simplesmente o produto
/Do meio em que fui criado. ANTÓNIO ALEIXO