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quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018

CARNAVAL - ALHOS VEDROS 2018




CARNAVALINHO

Nestes dias de festança,
Eu desejo a toda a gente
Que no brincar tenham esperança
De que o amanhã é diferente.

 

 Para Mestre de sala ou poeta,
A festa é sonho e alegria

E com papel e caneta
Os versos são fantasia.

 Nas ruas fazem cortejos
E mentem nos Parlamentos
Em tempo de Carnaval
Acabaram-se os tormentos

 No Barreiro haverá festa
Muitas cores e magia

Que todos se manifestem
Com redobrada alegria.

 Uns mascaram-se, outros não.
Há os sempre mascarados

Que no meio da confusão
Pensam andar disfarçados.

 4ª feira acaba a FESTA
Enterra-se o “Bacalhau”.

Quando se abrir o caixão,
Não se assustem com o PAU.

Que se tenha nesta quadra
Alegria num fartote

Brinquem todos, aproveitem
Porque vou dar o pinote.

ARFER,

terça-feira, 13 de fevereiro de 2018

DIA DOS NAMORADOS






DIA DOS NAMORADOS
 NAMORADOS . A TERAPIA DO BEIJO É FUNDAMENTAL - PRATICAI!
 No  Dia dos Namorados,  há oferta de flores,  troca de cartões e presentes com  o  símbolo de um coração, bem  como as tradicionais caixinhas de bombons, de marca ou não. As "meninas" da UTIB expõem lenços de amor e afectos e já agora, porque é natural, acontece  a permuta de "kisses"  prolongados ou não, de que falo em verso e ( simbolicamente ) na imagem que desenhei, alusiva ao tema.  Nos países de expressão portuguesa  e noutros países do mundo , comemora-se (hoje)  e no dia 14 de fevereiro de todos os anos. Excepto no Brasil  em que a data é comemorada no dia 12 de junho , véspera do dia de  SANTO ANTÓNIO "o casamenteiro" (feriado em LISBOA.
Embora seja denominado o dia de S,VALENTIM , também ele o casamenteiro, mandado matar pelo imperador romano Cláudio II que tinha proibido os casamentos (no império), porque acreditava que os jovens solteiros eram melhores guerreiros. Por outro lado pode ser que a origem do DIA DOS NAMORADOS tenha ponto de partida um antigo festival  romano que celebrava a fertilidade (a LUPERCALIA),  em homenagem a JUNO e PAN (deusa da natureza), e que,  por outro lado, marcava o inicio oficial da PRIMAVERA.
E porque hoje é o dia dos namorados não tornem vulgar o:
 O BEIJO
O BEIJO no bom sentido
È um beijo com valor.
Pode ser um beijo amigo,
Como pode ser de Amor.
Mas beijar só por beijar,
É tornar banal o beijo.
Mas o beijar com vontade,
Intensifica  o desejo.
Dizem que beijo de Judas
É o beijo  da traição.
Com um beijo não te iludas,
Pode ser pura ilusão.
Para  quem recebe ilusão,
Porque pode imaginar
Que outros tantos virão
Da boca que o quis dar.
Desse momento vivido
De apenas um fugaz beijo,
Talvez vazio, sem sentido
Continua a ser desejo.
Só com duas consoantes
E as três vogais que tem,
Seja longo ou por instantes.
Um beijo sempre faz bem.
 Se é dado por breve instante
Pode ser por amizade.
ntão parta já para outro
E sinta-se em liberdade.
 Se é longo o trato muda
E então se for prolongado
Meu amigo não se iluda
Porque já foi apanhado.
ARFER

domingo, 11 de fevereiro de 2018

CABOVERDE LISBOA Cópia



CARNAVALINHO - CABO VERDE na AV. DA LIBERDADE.
SEM XARANGA, NEM BANDA MAS COM ALEGRIA.
 
Nestes dias de festança, /Eu
desejo a toda a gente
/
Que no
brincar tenham esperança
/
De que o
amanhã é diferente.


Para Mestre de sala ou poeta, /A
festa é sonho e alegria
/
E com papel
e caneta
, /Os versos são fantasia.


Nas ruas fazem cortejos/ E mentem nos Parlamentos. /Em
tempo de Carnaval./Acabaram-se os tormentos.


No Barreiro haverá festa, /Muitas
cores e magia. /Que todos se manifestem./ Com redobrada alegria.


Uns mascaram-se, outros não. /Há os
sempre mascarados,/Que no meio da confusão,/ Pensam andar disfarçados.


4ª feira acaba a FESTA. / Enterra-se
o “Bacalhau”./Quando se abrir o caixão,/Não se assustem com o PAU.


Que se tenha nesta quadra, /Alegria
num fartote. /Brinquem todos, aproveitem./Porque vou dar o pinote
.
ARFER

sábado, 10 de fevereiro de 2018

CARNAVAL 2018 - BARREIRO



EM TEMPO DE GERIGONÇA, NADA DE AMIGOS DA ONÇA - APROVEITEM ESTAS  FOLIAS, PARA ALEGRAR OS VOSSOS DIAS.

 CARNAVALINHO
Nestes dias de festança,
Eu desejo a toda a gente
Que no brincar tenham esperança
De que o amanhã é diferente.
 Para Mestre de sala ou poeta,
A festa é sonho e alegria
E com papel e caneta
Os versos são fantasia.
 Nas ruas fazem cortejos
E mentem nos Parlamentos
Em tempo de Carnaval
Acabaram-se os tormentos
 No Barreiro haverá festa
Muitas cores e magia
Que todos se manifestem
Com redobrada alegria.
 Uns mascaram-se, outros não.
Há os sempre mascarados
Que no meio da confusão
Pensam andar disfarçados.
 4ª feira acaba a FESTA
Enterra-se o “Bacalhau”.
Quando se abrir o caixão,
Não se assustem com o PAU.
 Que se tenha nesta quadra
Alegria num fartote
Brinquem todos, aproveitem
Porque vou dar o pinote.
ARFER

quarta-feira, 7 de fevereiro de 2018

PATRIMÓNIO A PRESERVAR


 
Imagem da "IRMÃ" mais nova (em obras, envolta em tapumes) 
 
EU SOU A TAL, A ÚNICA NA EUROPA TODA, MAS NASCI E VIVO NO BARREIRO.

 A minha irmã mais nova vive em LISBOA, filha de outro pai, arquiteto de renome,   e estão a cuidar dela. Eu só porque vivo no BARREIRO, vão-me deixando "morrer" pouco a pouco, dilacerando a minha alma e deixam apodrecer o meu corpo. Façam ou nada façam para me dar uma nova vida, a minha imagem ficará gravada nas vossas mentes. Foi por nascer neste PAÍS que assim me tratam?

QUE DIABO, SOMOS "FILHAS" DO MESMO DONO, MERECEMOS O MESMO TRATO!

ARFER

sexta-feira, 5 de janeiro de 2018

MALANGATANA - Lembrar o HOMEM .



            Recordando:   MALANGATANA


Cheguei a casa, cerca das 21h00, sentei-me para jantar e vi a notícia, via TV, em rodapé: “ …faleceu Malangatana …”, não queria crer mas, logo após, confirmei.

Lá fora chovia copiosamente, como se do céu caíssem lágrimas de tristeza. Decidi escrever e fazer lembrar em poucas palavras, quem foi o Pintor, o Poeta, o Escultor, amante da Antropologia e Etnologia, mas, principalmente, amava a natureza, a humanidade e todos quantos com ele conviviam.

Em 6 de Junho de 1936, nasceu em MATALANA (província de Maputo).

Em 1960 tornou-se artista profissional.

No período colonial foi preso pela PIDE (polícia política) juntamente com os poetas José Craveirinha, Rui Nogar e outros cidadãos. Julgado dois anos depois e sem culpa formada (o que era comum) é julgado, absolvido e libertado.

Aderiu à FRELIMO, impulsionou diversos projectos culturais, colaborou intensamente com a UNICEF em acções culturais direccionadas à criança.

Um imenso rol de países de todo o Mundo guarda obras suas.

Estão presentes nas suas obras o “papão”, o povo e a criança mas em grande parte delas é a MULHER MOÇAMBICANA que está em destaque e dele guardo esta frase: “ …Não estou desiludido com a mulher com quem casei, ela é superior a mim ….”
O MUNDO FICOU MAIS POBRE !
ARFER

MALANGATANA NGWENYA

Não teve berço, nem brinquedo

Dormiu na esteira, no chão

E de noite sentia medo

Que ali chegasse o “papão”.

Em moleque, criado de meninos

Apanha bolas e pastor

Aprendiz de “nyamossoro”

Ansiava um Mundo melhor

Trazia em si a Arte, em cada poro.

Foi em Matalana que nasceu

E experimentou a arte de pintar

Desenhou e fez-se escultor

Dedicou-se à vida com trabalho

E deixou nele todo o seu amor.

Hoje cidadão do Mundo

Venerado em toda a parte

Não só pelo HOMEM que é

Mas também pela sua ARTE.


Em vez de um ADEUS, ATÉ JÁ !!!


ARFER

sábado, 30 de dezembro de 2017

2018 O ANO DA ESPERANÇA QUE DITARÁ O FUTURO.

QUE 2018 E SEGUINTES. SEJAM OS MELHORES ANOS DAS VOSSAS VIDAS
 
NUM ABRAÇO FRATERNO com MUITA AMIZADE, DESEJO A TODOS UM FUTURO COM SAÚDE, FELICIDADE E ESPERANÇA. ATÉ PARA O ANO !!!
 
E VÃO UMAS PALAVRITAS
 CINCO letras, cinco dedos
Tal qual os DEDOS da mão,
E CINCO são os sentidos,
Diz-nos a voz da RAZÂO.
Haja  SAÚDE para todos,
Ser FELIZ e ter esperança
E que, também,  o novo ano
Vos traga AMOR e abastança.
Para ti, querido(a) AMIGO (a)
Neste ano que cai de VELHO
Num FORTE  ABRAÇO sentido
Te mando CRAVO vermelho
Neste canto de fim de ano
Penso eu,MAIS AGRADADO
Que a GERIGONÇA PARIU
UM PORTUGAL ESPERANÇADO.
Mas ATENÇÃO que o projecto.
Ainda não está terminado.
ARFER

quinta-feira, 14 de dezembro de 2017

NATAL


QUE HAJA PAZ, SOLIDARIEDADE E FRATERNIDADE, NESTE PLANETA AZUL

 
NATAL

Nada melhor do que ter
Amor, “Pão” e Amizade.
Também, é bom não esquecer
Aqueles que neste Mundo
Lutam pela Liberdade.

E o que é Liberdade?
Julgamos todos saber
Então, pronto, é só dizer:
É viver em igualdade
No direito e no dever.

Sendo assim, que este Natal
Nos sirva de reflexão
Sobre a tristeza que assola
As muitas casas sem pão
E os meninos sem escola.

Se acham bem o que aqui digo
Se certos e do meu lado
Levem a quem não consigo
O que vai neste “recado”.

Se ao nascer há igualdade,
Se na morte é tal e qual,
Porque é que durante a vida
Não há “espírito” de NATAL.
ARFER

terça-feira, 21 de novembro de 2017

BOCAGE - O POETA!




 
HOJE LEMBRO O POETA MANUEL MARIA BARBOSA DU BOCAGE "ELMANO SADINO" ,UM DOS GRANDES POETAS PORTUGUESES

sábado, 18 de novembro de 2017

MOLIÉRE E O TEATRO


Aconteceu!
Molière chegou a Paris em 1658 . Estabelece-se definitivamente no teatro do Petit-Bourbon, onde, a 18 de Novembro de 1659, faz a estreia da sua peça “Les Précieuses ridicules” ("As Preciosas Ridículas") - uma das suas obras primas que não era mais que a primeira incursão do autor na crítica dos maneirismos e modos afectados que então eram comuns em França e considerados "distintos". A peça foi inicialmente proibida, mas pouco depois recebeu autorização para ser posta em cena. O estilo e conteúdo deste seu primeiro sucesso relativo tornou-se rapidamente no centro de uma vasta controvérsia literária.
ARFER

sábado, 28 de outubro de 2017

domingo, 22 de outubro de 2017

BERTOLT BRECHT



"E SE OS TUBARÕES FOSSEM HOMENS?" -  DE BERTOLT BRECHT

"Se os tubarões fossem homens, perguntou a filha da sua senhoria ao Senhor K., eles seriam mais amáveis com os peixinhos?
Certamente, disse ele.
Se os tubarões fossem homens, construiriam no mar grandes gaiolas para os peixes pequenos com todo tipo de alimento, tanto animal como vegetal. Cuidariam para que as gaiolas tivessem sempre água fresca, e tomariam toda espécie de medidas sanitárias.
Se, por exemplo, um peixinho ferisse a barbatana, então lhe fariam imediatamente um curativo, para que ele não morresse antes do tempo. Para que os peixinhos não ficassem melancólicos, haveria grandes festas aquáticas de vez em quando, pois os peixinhos alegres têm melhor sabor do que os tristes.
Naturalmente, haveria também escolas nas gaiolas. Nessas escolas, os peixinhos aprenderiam como nadar para as goelas dos tubarões. Precisariam saber geografia, por exemplo, para localizar os grandes tubarões que vagueiam descansadamente pelo mar.
O mais importante seria, naturalmente, a formação moral dos peixinhos. Eles seriam informados de que nada existe de mais belo e mais sublime do que um peixinho que se sacrifica contente, e que todos deveriam crer nos tubarões, sobretudo quando dissessem que cuidam de sua felicidade futura.
Os peixinhos saberiam que esse futuro só estaria assegurado se estudassem docilmente. Acima de tudo, os peixinhos deveriam evitar toda inclinação baixa, materialista, egoísta e marxista, e avisar imediatamente os tubarões, se um dentre eles mostrasse tais tendências. Se os tubarões fossem homens, naturalmente fariam guerras entre si, para conquistar gaiolas e peixinhos estrangeiros. Nessas guerras eles fariam lutar os seus peixinhos, e lhes ensinariam que há uma enorme diferença entre eles e os peixinhos dos outros tubarões.
Os peixinhos – eles iriam proclamar – são notoriamente mudos, mas silenciam em línguas diferentes, e por isso não podem se entender. Cada peixinho que na guerra matasse alguns outros, inimigos, que silenciam em outra língua, seria condecorado com uma pequena medalha de sargaço e receberia o título de herói.
Se os tubarões fossem homens, naturalmente haveria também arte entre eles. Haveria belos quadros, representando os dentes dos tubarões em cores soberbas, e suas goelas como jardins onde se brinca deliciosamente. Os teatros do fundo do mar mostrariam valorosos peixinhos nadando com entusiasmo para as gargantas dos tubarões, e a música seria tão bela, que a seus acordes todos os peixinhos, com a orquestra na frente, sonhando, embalados nos pensamentos mais doces, se precipitariam nas gargantas dos tubarões.
Também não faltaria uma religião, se os tubarões fossem homens. Ela ensinaria que a verdadeira vida dos peixinhos começa apenas na barriga dos tubarões. Além disso, se os tubarões fossem homens também acabaria a idéia de que os peixinhos são iguais entre si. Alguns deles se tornariam funcionários e seriam colocados acima dos outros. Aqueles ligeiramente maiores poderiam inclusive comer os menores. Isto seria agradável para os tubarões, pois eles teriam, com maior freqüência, bocados maiores para comer. E os peixinhos maiores, detentores de cargos, cuidariam da ordem entre os peixinhos, tornando-se professores, oficiais, construtores de gaiolas, etc.
Em suma, haveria uma civilização no mar, se os tubarões fossem homens.


Bertolt Brecht (1898-1956) reuniu na obra Histórias do Senhor Keuner, em 1932, parábolas escritas com humor e ironia, satirizando o comportamento da sociedade.