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segunda-feira, 21 de outubro de 2019

MAÇÃ TEM O SEU DIA

21 de Outubro - Dia da Maçã
Nos versículos escritos em “tabletes” de argila, na  antiga SUMÉRIA, consta que a “dita”, por ser tão chamativa e apetitosa, deu origem ao pecado original, que deu azo à procriação compulsiva. PIM!  
E agora, o PORQUÊ da coisa:
 O Dia da Maçã, foi instituído pela Associação "Common Ground", em 1990, a 21 de Outubro, uma iniciativa para promover o consumo desta fruta e dar a conhecer as suas propriedades medicinais.
As propriedades das maçãs são numerosas; o seu nome latino “pomum” significa “fruto” e para os antigos significa  o fruto de excelência.
E o que têm as maçãs para serem um fruto consumido desde há cerca de 20.000 anos e que as crenças populares as consideram uma excelente prevenção?
Fonte de fibra que regula o trânsito intestinal. É um clássico remédio contra a prisão de ventre. 
Contem pectina, fibra solúvel com boas propriedades digestivas.
Limpa o organismo de resíduos. É útil em casos de artrites, reumatismo e gota.
Comida crua, limpa, desinfecta a boca e fortalece as gengivas.
Controla o nível de açúcar no sangue e o colesterol LDL (colesterol mau). È recomendada para os diabéticos.
85% da sua composição é agua, sendo uma excelente fonte de hidratação e muito adequada para dietas de emagrecimento. Mais Sobre as propriedades da maçã
O Concelho de Armamar - Capital da Maçã de Montanha – possui cerca de 1400 hectares de macieiras, sendo um dos municípios com a maior área de pomares de macieiras no país, tendo uma produção anual de cerca de 50 mil toneladas de maçãs, (segundo dados da Associação de Fruticultores de Armamar e do INE (1999)).
As principais variedades de maçãs produzidas no município são a "Golden" e a "Starking", por serem muito resistentes e assim se adaptarem melhor ao frio e às condições geo-climáticas  da região.  Produzem-se em zonas de grande altitude e têm ambas um elevado teor de açúcar, em especial a "Golden". Existem ainda pomares com outras variedades, como a "royal" gala, a "Bravo Esmolfe" e a "Reineta."
ARFER

sexta-feira, 11 de outubro de 2019

0NZE DE OUTUBRO DE 1582


11 de Outubro de 1582

 HÁ 437 ANOS, 158.883 DIAS, ACONTECEU.

 Para Portugal, Espanha e Itália, os primeiros países a  adoptarem o “Calendário Gregoriano”( Oficialmente o primeiro dia deste novo calendário foi 15 de Outubro de 1582), o dia 11 de Outubro não existiu.

Foram omitidos dez dias do “Calendário Juliano”, deixando de existir os dias de 5 a 14 de outubro de 1582. A bula ditava que o dia imediato à quinta-feira, 4 de outubro, fosse sexta-feira, 15 de outubro.

Só quatro séculos passados, é que todas as nações do planeta azul o adoptaram, e, por isso, é que as datas comemorativas são assinaladas mundialmente pelo calendário Gregoriano.

Porém, nalguns países e regiões, ainda se conservam outros calendários ª) para uso religioso inclusive com cronologia diferente da adotada pela Igreja Católica Romana.
ARFER
OBS:
a)Para esta mesma data outros calendários apontam anos diferentes, como: Ab urbe condita 2769; Calendário Babilônico 6766; Calendário bahá'í 172–173; Calendário budista 2560; Calendário hebreu 5776–5777; Calendário hindu Vikram Samvat 2072–2073; Calendário hindu Shaka Samvat 1938–1939; Calendário hindu Kali Yuga 5117–5118; Calendário Holoceno 12016; Calendário iraniano 1394–1395; Calendário Islâmico 1437–1438 entre outros.

 (a) Após pesquisa na Enciclopédia. ARFER  

terça-feira, 8 de outubro de 2019

JOSÉ SARAMAGO - PRÉMIO NÓBEL



MEMÓRIAS: 8 DE OUTUBRO DE 1998

 

JOSÉ SARAMAGO recebeu, em Estocolmo (Suécia), o Nobel da Literatura, tornando-se o primeiro escritor de língua portuguesa a ser distinguido com este prémio.
Discursou em português na Academia Sueca. José Saramago fê-lo na língua do seu país o que não acontece com outros galardoados que o costumam fazer em inglês.
EM SUA MEMÓRIA:
PALAVRAS DITAS (Moita -2012) 
A DANÇA É como a VIDA
Neste palco do MUNDO
Em que todos somos atores.
Na dança dos sonhos
Só se erguem HOMENS de sonho,           
Na lucidez da sua cegueira,
Na dureza do seu caráter,
Nas palavras do seu Evangelho.
E na corrente, limpidez da sua PALAVRA
Carregada de sabedoria                                
Levar-nos-ia na “Jangada de Pedra”
Comandada por bom timoneiro
Ao encontro da “Ilha dos Sonhos”
Onde todos os homens e mulheres
Seriam livres e “Levantados do Chão”.       
Nessa sua “Ilha desconhecida”
Em que múltiplas gentes
De todos os continentes,
Numa sinfonia multicultural,
Fariam dela a sua PÁTRIA.                       
  
Nela honrariam a língua que os unia
Numa dança e num canto de louvor à LIBERDADE.
Por ela derramariam o seu “sangue”,
Pela igualdade no direito e no dever.
No sonho que nele habita
                          
    

Dessa tal “Ilha encantada,

Em que o SER dignifica
E o TER não lhe diz nada

ARFER - 2010

SARAMAGO – PRÉMIO NÓBEL
No dia 8 de outubro de 1998, a ponto de embarcar num avião que o levaria de Frankfurt para Madrid, José Saramago recebeu a notícia de que a Academia Sueca lhe havia atribuído o Prémio Nobel de Literatura daquele ano. «Só havia uma coisa a fazer: era viver e fazer viver o mais intensamente possível as consequências do prémio», disse, anos depois, o escritor sobre o acontecimento que foi um marco não só para a sua vida, mas também para a literatura em língua portuguesa.
ARFER

sexta-feira, 4 de outubro de 2019

PORTUGAL 2019 - ELEIÇÕES



ELEIÇÕES – 2019- VOLTAR ATRÁS OU IR EM FRENTE???

COM UM POUCO DE HISTÓRIA.

Se antes a ANP ou União Nacional representava o poder constitucional e legislativo, até 5 de Outubro de 2015 eram os partidos do “arco da governação” detentores desse poder, que (Por acaso??) ainda, falam em “EXAME PRÉVIO” a ações a praticar pelos órgãos de informação, como prenúncio da entrada ao serviço da COMISSÃO DE CENSURA  extinta, exactamente, há 45 anos.

Com a nomeação do actual executivo, produto das eleições Outubro de 2015 ainda que contra a vontade e os desígnios do anterior presidente da República, respira-se o aroma (ainda que ténue) da esperança de um futuro com futuro.

Ainda assim, a segunda lição reflete-se na forma como nos acomodámos a uma democracia representativa e nos esquecemos de estar atentos e lutar, no uso do direito que a Lei Fundamental nos confere, em cada momento crucial para o cumprimento dos Direitos e as Liberdades garantes de uma vida melhor e mais justa para todos.

Com os desgovernos dos que, hoje, representam os mandantes do regresso ao passado. Convém não esquecer as filas de cidadãos

Convém não esquecer as filas de cidadãos que, ainda em 2015, estavam à espera de uma sopa.  Ainda que a recuperação económica havida e os níveis de empregabilidade tenham melhorado substancialmente, há que continuar esta “caminhada” pensando no “TODO” não deixando de SER. Não nos esqueçamos neste HOJE os tempos dos “homens que nunca foram meninos”, em que a censura, a guerra, o medo, o analfabetismo (40%) e o delito de opinião era severamente punido.  

Ainda assim (repito), a ténue esperança  que o actual governo do meu país me trouxe, faz com que acredite, que valeu a pena, que vale a pena continuar a "lutar".                                                            

O nosso quotidiano é gerido por uma informação, por vezes, distorcida e eivada de inverdades ( deturpação ou omissão da verdade), onde há dita sem contradita e a presença de políticos e comentadores, hábeis na utilização do tal “Manto diáfano”, que esconde a verdade, e é predominantemente usado, porque o mais importante, para eles, é que todos tenhamos a certeza de que a realidade por que passamos, embora injusta é necessária, ou seja temos que aceitar ser, mais uma vez explorados, convictos de que não há outras alternativas. 

A observação atenta é fundamental (que a memória não seja curta). Com toda a desinformação, restrições dos "ditos Mercados" e ditames de "Bruxelas". O voto será mesmo um exercício de liberdade, neste contexto de manipulação dos portugueses?                                               

O VOTO como prenda de ABRIL (que foi) corresponde a um direito que anteriormente não tínhamos, significando, deste modo uma conquista da Liberdade, VOTAR É UM ACTO DE CIDADANIA mas não é a ÚNICA “arma” do Povo, como nos tentam fazer crer, e só poderá ser uma arma do Povo, quando a cidadania for um acto real de participação quotidiana na vida colectiva, quando soubermos compreender o mundo em que vivemos e formos capazes de construir um futuro melhor para todos. Nesta cruzada o conhecimento, a memória e o amor são de facto armas eficazes. 

SENDO ASSIM, VAMOS TODOS VOTAR, NA CERTEZA DO QUE QUEREMOS, PARA UM FUTURO COM ESPERANÇA!!!

ARFER

45 Anos depois onde está a Liberdade? Está, pelo menos, na possibilidade de fazer o que neste momento faço, escrever dizendo o que penso, e "abraçar" causas sem o receio de enfrentar um plenário.

O conhecimento e o empenho colectivo são as armas mais eficazes para combater o obscurantismo e as ditaduras camufladas que levam às desigualdades sociais, tenham o nome que tiverem.

Recordar e Viver o ABRIL que floresceu em MAIO, é ter esperança num futuro mais justo, mais fraterno e mais igual. É CONTINUAR A LUTAR PELA LIBERDADE.

ARFER

quinta-feira, 3 de outubro de 2019

REPÚBLICA PORTUGUESA !!!!

 

ASSIM FOI O DIA 5 DE OUTUBRO DE 1910

     A REVOLUÇÃO REPUBLICANA

A  Revolução  Republicana foi há 109 anos.  No verão do ano de 1910 os boatos já corriam a cidade, era um aviso de que a revolução era eminente. Foi de facto uma revolução, a implantação veio depois, a sequência factual das acções desenvolvidas, assim o comprovam. A acção conjunta do povo e das forças militares, tal como tinha acontecido na fundação da 2ª dinastia e recentemente na revolução de ABRIL de 1974, foi fundamental para o êxito desta revolução, mas vamos aos factos que comprovam esta afirmação. A revolta republicana já era prevista no contexto da instabilidade política e social existente. A 3 de Outubro o chefe do governo Teixeira de Sousa deu ordem para que todas as tropas da guarnição da cidade de Lisboa (cerca de 7000 homens ) entrasse de prevenção. Porém, cerca de metade desses efectivos estava destacado em funções de policiamento e repressão no BARREIRO, onde as greves e consequente agitação social se verificava desde o mês de Setembro e, assim, ficaram impedidas de reforçar as forças leais ao rei, situadas na margem norte do Tejo (grande factor influente para o êxito da revolução republicana). No dia 3 de Outubro, a informação de que os navios da marinha de guerra iriam sair a barra e o assassinato de Miguel Bombarda, precipitariam a data da acção. O Almirante Cândido dos Reis (carbonário) chefe militar da sublevação prevista, suicida-se na madrugada de 4 de Outubro, julgando que a revolução tinha falhado. A notícia chega à “Rotunda” cerca das sete horas da manhã, desmoralizados, oficiais vestem-se à civil e abandonam o local, porém o Tenente da Marinha MACHADO  SANTOS, também ele carbonário (Maçon) decide continuar e resistir. O duelo de artilharia entre a “Rotunda” (dos republicanos)  os “Restauradores” e o jardim do “Torel” (dos monárquicos) comandados por Paiva Couceiro, era continuado, com baixas para ambos os lados. Às 16h00 do dia 4, os canhões da monarquia calam-se. Paiva Couceiro recebe uma ordem do general António Carvalhal (seu superior) para retirar para “Sete-Rios”.   Não por incompetência do general, como se veio a verificar posteriormente, com a sua nomeação para chefe da Divisão Militar, pelo Governo da República. Os reforços da província nunca chegaram porque, a “gente – povo – todo o dia” bloqueara as estradas e dinamitara a via-férrea e, a marchar, os reforços nunca chegariam a tempo à capital. Da margem sul, também era impossível a chegada de reforços, já que os navios (“S. Rafael”, “Adamastor” e       “D. Carlos I”) estavam na mão dos revoltosos, comandados por oficiais subalternos, tal como na “Rotunda”. No dia 5, o povo que enchia as ruas laterais à “Rotunda”, junta-se às forças revolucionárias, gritando vivas à República. Machado Santos sentindo o maciço apoio popular que, desmoraliza e confunde as forças do regime, sentiu a revolução ganha e decide entregar o  comando da revolução ao General António Carvalhal. Poucas horas depois era proclamada a República por José Relvas, na varanda dos Paços do Concelho, na Praça do Município e logo após é nomeado um governo provisório.                                    Encontram semelhanças??? A diferença está entre as balas de canhão, o desperdício de vidas e os cravos de MAIO, de resto é em tudo semelhante. Militares e povo anónimo, oficiais subalternos e um ou outro general. Não esquecendo o contributo do Barreiro para o êxito da revolução. VIVA A REPÚBLICA !  - VIVA O BARREIRO!
ARFER

sábado, 14 de setembro de 2019

BOCAGE - O POETA



             MANUEL MARIA BARBOSA DU BOCAGE.
SETEMBRO DE 1765 - NASCEU UM POETA! Lembro o POETA Manuel  Maria Barbosa du Bocage, o "ELMANO SADINO" ,um dos grandes Poetas portugueses.
Admirava Luiz Vaz de CAMÕES. Alistou-se na Marinha e já como oficial embarcou em 1786, numa Nau que o levou até ao Brasil, meses depois tornou a navegar, passou por Moçambique e chegou à ÍNDIA (tal como CAMÕES) esteve em PANGIM, mais tarde é colocado em DAMÃO, de onde (3 anos depois) desertou, indo para MACAU.
Em 1790 passa a ser conhecido por “ELMANO SADINO”.
Mais tarde, já em Lisboa, o Intendente Pina Manique, cujo nome é lembrado num Largo de Lisboa, deu-lhe ordem de prisão – MOTIVO - por ser desordenado nos costumes. Curiosamente, mais tarde caiu nas graças de Pina Manique, que lhe deu algum trabalho como tradutor.
Viveu, até à sua morte numa casa arrendada no Bairro Alto, freguesia das Mercês (onde nasceu Sebastião José de Carvalho e Melo) em Lisboa, onde veio a falecer, ainda jovem (40 anos), e foi sepultado na Igreja Paroquial, da mesma freguesia.EM SETÚBAL, HOJE, COMEMORA-SE BOCAGE!            ARFER

terça-feira, 30 de julho de 2019

CULTURA - CONCEITO

      PARA TI O QUE É A CULTURA ?Perguntei aos meus amigos:
As respostas foram vagas
E cada uma diferente.
Afinal cultura é tudo.
Ela faz parte da gente.


De uns versos de António Aleixo (poeta popular)
“ …. Sou simplesmente um produto
Do meio em que fui criado …”
Então penso que:

Se os “produtos” são diferentes,
As culturas também são
Pela soma das diferenças
Se processa a evolução.

E é da troca de saberes
Do ler, ouvir e contar
Que o homem fica mais culto
E propenso para criar.

crenças, conceitos e hábitos
simbologia e tradição
São dinâmicos e não estáticos.
ARFER                                                                                                                  
Para incentivo à vossa opinião, transcrevo, um pequeno extracto de um texto meu, quanto ao conceito de cultura:

“Todos os povos ou grupos étnicos representam culturas próprias identificadoras da sua existência, sendo a língua o elo fundamental dessa unidade cultural.
Não há Cultura o civilização superior, há sim diversidade cultural, sendo imperativos iguais direitos para culturas diferentes.
A identidade cultural de um povo é reflexo da sua relação com o Mundo, a Natureza, o seu passado, a sua relação com outros povos e outras culturas e do acumular conhecimento, ao longo da sua história. Não ignorando as suas raízes, a interculturalidade no seu relacionamento com outras realidades culturais, promotoras do desenvolvimento e criadoras da sua riqueza patrimonial.
As Crenças, os Saberes, os hábitos e estilos, as Artes, os conceitos de natureza, sociedade e humanidade e até artes e ofícios, são definidores do conceito de Cultura, como modo de vida.
… O direito à diferença e a materialização, individual ou colectiva, de expressões culturais é elemento fundamental de promoção de uma Cultura de PAZ, daí que reconhecer e valorizar as diferenças culturais é abrir caminho para a coexistência harmoniosa da Humanidade.
Cultura é tradição mas também evolução, evolução que tende a eliminar as más práticas tradicionais. Não há Culturas superiores ou inferiores, são simplesmente diferentes que, com o tempo se vão adoptando, permutando e reajustando às novas realidades.
A LIBERDADE é sinónimo de criatividade cultural e potenciadora da divulgação do SABER e do conhecimento, o que torna um POVO mais atento à defesa do seu património cultural, material ou imaterial.
Tal como as relações humanas, pela sua complexidade, definir Cultura, sendo um tema aparentemente fácil, torna-se difícil, porque Ela é vida, são sentimentos, modo de estar do HOMEM como criador e produtor cultura    ARFER

quinta-feira, 4 de julho de 2019

PENSANDO NO TEMPO


PENSANDO NO TEMPO

Pensando no TEMPO…

Mas que Tempo???

Que espaço, que volume,

Que distância tem o Tempo?

Alguém sabe quanto Tempo tem o Tempo?

O Tempo passa, o Tempo voa, o Tempo tarda.

Não há tempo para pensar no Tempo,

nem sentir a importância do Tempo

em cada um de nós.

Se todos temos um Tempo diferente,

e temos dele uma noção desigual.

Se na espera o tempo se prolonga

e nos bons momentos é lesto.

Se a vida é intensa o Tempo é curto.

Afinal o que é o Tempo,

Senão o parecer dos nossos sentidos.

O Tempo é uma estrada, onde a

Velocidade é variável.

É o princípio e o fim,

Onde o presente e o passado

Se confundem com o futuro.

Contudo o Tempo existe,

Tem uma dimensão uniforme e variável,

Tal qual a Identidade de cada Homem.

ARFER….

quarta-feira, 3 de julho de 2019

FOOD YESS !!- BOMBS NO!!!

 

A SOPA (Para reflectir!)

Esta sopa é acessível a todos e benéfica, tanto no que diz respeito ao Físico, mas também pela “mensagem” que nos traz.
No BARREIRO há jovens que pensam no “OUTRO”.
Não se trata da sopa do “Sidónio” nem da dos “Pobres” do “António”, nem se trata, tão pouco, dos restos do “Rancho” que se distribuíam à porta dos quartéis ,esperamos não chegar a tanto no futuro, mesmo que longínquo.

Este grupo de JOVENS BARREIRENSES (“COMIDA SIM, BOMBAS NÃO”) dá-nos mostra da importância da sopa enquanto alimento quase completo (diz o povo) e de fácil digestão, em comparação com as balas e bombas de ingestão rápida e morte súbita ou a prazo.

Se uma granada de mão equivalerá, no custo, a umas trezentas sopas, um míssil balístico daria para produzir uns milhões de pratos a transbordar deste suculento bem alimentar.

Agora, pensando em “MACRO” já que o “MICRO” foi atrás descrito, pensem bem, agora, da importância desta iniciativa de voluntariado puro, no seu significado e na mensagem que ela nos traz,

Pensem !!! : 10% dos gastos mundiais em bombas, material bélico e quejandos, dariam, decerto, para alimentar os muitos milhões de cidadãos que neste MUNDO passam fome e comeriam uma SOPINHA, de boa vontade e em PAZ.

ARFER

sexta-feira, 28 de junho de 2019

BARREIRO - DIA DA CIDADE




“A CIDADE E A IDENTIDADE – BARREIRO”

A cidade não é apenas uma estrutura física, ela é um produto da evolução histórica um signo de vivências, um conjunto estruturado de bairros e ruas com vida própria, produto de um conjunto de vivências de cidadãos que ao longo do tempo a criaram e a transformaram é por isso um museu vivo, retrato da Memória Colectiva que transmite um sentimento de pertença cultural, onde cada rua e cada bairro tem a sua história.

.O Barreiro, ponto de partida, ponto de encontro, ponto de passagem e ponto de acolhimento de tanta gente que, de toda a parte, o Comboio fez chegar. O Barreiro contém a força de uma identidade construída e um pródigo Património Imaterial, fruto da hiperactividade laboral e social, e das memórias contidas desta área urbana, espaço de intensa actividade cultural, cívica e associativa.

O Barreiro, durante décadas, foi uma cidade controlada, vigiada e sujeita a acções repressivas pelo poder instituído. O espaço urbano em si não gera contradições sociais, ou seja, elas existem reflexo dos interesses individuais ou colectivos. Mas foi no seio das cidades que se processaram as grandes transformações sociais do século XX.

A história recente, do Barreiro, é plena de episódios e factos de cabal importância, quer para a história local, quer para a história de Portugal. Sendo a cidade que me acolheu, pela vivência e convivência continuada, posso afirmar que o Barreiro é exemplo de grandes transformações sociais, no associativismo, na cultura e no desenvolvimento.

A cidade foi criando a sua identidade, fundamentada na interculturalidade, de diferentes histórias de vida de gentes vindas de muitos sítios, num quotidiano, ainda que marcado pelas diferenças, mas com um objectivo comum, marcado pela vontade de construir uma terra de todos e para todos.

Esta postura, esta marca de identidade que ainda hoje prevalece, surgiu em grande parte com a implantação do Caminho de Ferro que redesenhou a antiga vila ribeirinha com os traços característicos dos operários e respectivas famílias, oriundos, sobretudo, do Sul do país. Foram ficando e deixando os exemplos do seu trabalho e da sua cultura, hoje tão vincadamente marcantes na sua postura social. Assim o Barreiro cresceu por dentro e para fora.

Com o Caminho de Ferro, reassumiu o seu papel na História de Portugal, anteriormente (sec. XV) referenciado põe Álvaro Velho do Barreiro, cronista da viagem que levou Vasco da Gama à Índia

O Comboio está na génese da transformação de uma pequena Vila (Carta de Foral de 16/01/1512 – D. Manuel I) de pescadores e salineiros, numa cidade ligada à revolução industrial que se processou em finais do século XIX. A chegada do Caminho de Ferro, em 1861, veio potenciar o seu crescimento urbano e demográfico.

Em 1875 instalaram-se as primeiras fábricas, ligadas à indústria de transformação de cortiça, vinda do Alentejo e com a cortiça vieram os homens e mulheres, na busca de uma vida melhor.

Mais tarde, em 1908, a Companhia União Fabril começa a instalar o seu núcleo central de fábricas e, à volta destas, vão-se construindo novos bairros, necessários ao alojamento dos imigrantes vindos de todo o país, sendo na sua maioria do Alentejo e Algarve, que ali procuravam o seu sustento.

De tal modo se desenvolveu o Barreiro que, em 28 de Junho de 1984, foi elevado à categoria de Cidade, exactamente num período em que, demograficamente, apresentava sintomas de estagnação, em grande parte devido ao encerramento da maioria das unidades produtivas. Em consequência disso , adveio o desemprego, a procura de trabalho noutros lugares e assim, em termos quantitativos, aumentaram as migrações pendulares e muitos residentes emigraram para outras paragens. Hoje, a cidade que foi signo de progresso material, pelas suas características de cidade industrial, inserida principal área metropolitana do país, o seu património material e museológico é rico quanto a arqueologia industrial e fundamentalmente uma Memória Colectiva muito rica.

O quadro seguinte conta de certo modo a história evolutiva da cidade:

População do concelho do Barreiro (1801 – 2004)
2 425
3 384
7 738
21 030
35 088
88 052
85 768
79 012
78 992

Fonte: Arquivo Municipal do Barreiro

Actualmente as freguesias do concelho do Barreiro são as seguintes: Alto, Barreiro (freguesia) , Coina , Lavradio , Palhais , Santo André, Santo António da Charneca , Verderena

No dia 16 de Janeiro de 1521, D. Manuel I concedeu à Vila Nova do Barreiro a Carta de Foral do Barreiro. Eis alguns excertos desta carta que fez do Barreiro vila, separando-a do alfoz de Alhos Vedros:


O Barreiro mantém a sua identidade, a raiz cultural do rural que se tornou operário e a do cidadão da metrópole construída por si e à sua imagem. Porém a riqueza cultural contida no capital humano, os seus hábitos colectivos e as suas raízes sócio- culturais, são garantes de um futuro digno. Metaforicamente a cidade é uma sucessão de tempos desiguais, que nos permite, através do olhar, perceber as diferentes etapas do crescimento urbano e a sua relativização quanto aos diferentes períodos de desenvolvimento socioeconómico, bem como entender a sua marca identitária.

Cada espaço urbano apresenta as suas especificidades, particularidades e singularidades, o Barreiro cresceu a partir das imediações dos núcleos de produção e comunicação. Nasceram bairros operários, a cidade é ao mesmo tempo um produto homogéneo e heterogéneo como as pessoas que a “construíram” e fizeram dela o seu lugar e que reflecte o contexto próprio de uma sociedade em constante crescimento demográfico, imagem da urbe produto do desenvolvimento industrial.

O Barreiro não dispõe de património arquitectónico relevante. Merecem destaque as igrejas da Misericórdia (séc. XVI), Matriz de Santa Cruz (séc. XVI) e Nossa Senhora do Rosário, com duas torres sineiras e órgão. Restos dos moinhos de maré (não recuperados) e os moinhos de vento da Alburrica.

Pontos de referência: 1861 – Ano da passagem da vila rural e piscatória, para  a Vila industrial e operária. O Barreiro passa a ser o eixo central das comunicações ferroviárias entre o Norte e o Sul e núcleo central de transportes ao Sul do Tejo;

1875 – Origem da instalação das fábricas de cortiça;

1908 – O complexo fabril da C.U.F.

Expansão Urbana e desenvolvimento Social e Cultural – O desenvolvimento da Vila passa pela criação de múltiplas Associações culturais, recreativas, desportivas, de Classe e humanitárias;

O Barreiro foi terra de luta pelo trabalho e pela liberdade, hoje, ainda que vá perdendo as suas características operárias, vale pelo seu apego ao associativismo, á cultura e ao ensino.

 O Barreiro e o Comboio
Ainda que, oficialmente, a inauguração da linha do Sul tenha acontecido no ano de 1861, a relação do Barreiro com o Comboio e a certeza de que essa importante via de comunicação viria a ser o ponto de partida para a grande transformação da pequena Vila na Cidade industrial que, durante um século, foi um dos polos produtivos mais importantes do país, aconteceu de facto em 1859, no dia dois de Fevereiro, quando Sua Majestade o Rei D. Pedro V, acompanhado de sua família e altas figuras da Nação foram recebidos festivamente no Barreiro. O objecto dessa visita foi a semente que deu origem à cidade industrial, que viria a ser. Foi a primeira viagem de comboio, oficialmente designada e noticiada, com partida do Barreiro e chegada a Vendas Novas.

 Dois anos depois é definitivamente inaugurada à exploração e ao uso público.
Construída pela Companhia Nacional de Caminhos de Ferro ao Sul do Tejo (mais conhecida por Companhia dos Brasileiros, já que alguns dos seus principais accionistas eram antigos emigrantes do Brasil), cuja posição foi tomada pelo Estado.




Os primeiros bairros operários do Barreiro, começaram a ser construídos a partir da instalação dos Caminhos  de Ferro, exactamente junto a primitiva Estação ferroviária, onde hoje está instaladas as oficinas da EMEF. O bairro situado em volta do “ Palácio de Coimbra”, residência do administrador da Companhia.
Nos anos subsequentes surgem as primeiras pequenas fábricas de transformação da cortiça, que darão lugar às corticeiras de maior dimensão, o evoluir de processo de industrialização vai acelerar  alteração de hábitos e formas de vida tradicional, dando lugar ao aparecimento dos primeiros bairros operários,
As necessidades permanentes de mão de obra, por parte das indústrias instaladas, provocam grande afluxo de populações vindas de todo o pais e em sequencia disso, os problemas relacionados com a carência de habitações geram problemas e situações de agravamento da tensão social.
No inicio do séc. XX, dá-se inicio à construção do novo edifício dos Paços do Concelho(1906), que veio a impulsionar decisivamente a expansão urbana do Barreiro, tendo em vista a sua matriz já identificável da futura cidade, produto do desenvolvimento industrial que evoluía de forma galopante.
Por volta de 1910 pululam bairros clandestinos, um pouco dispersos por todo o lado, nas redondezas das fábricas. Estes “bairros” eram compostos por construções abarracadas, sobrelotadas por famílias numerosas.
O Bairro das Palmeiras, de que ainda resta algum casario, erguido entre fábricas e a linha do comboio, cujo modelo passou para outros locais (Verderena, Alto Seixalinho).Em muitos casos, eram os proprietários  dos terrenos que construíam pequenas casas em tijolo e madeira, para arrendar aos operários que delas necessitavam.
No Bairro Teodósio”, junto a Rua Braz [1], são construídas moradias de fraca construção, pelas quais os inquilinos pagavam de renda entre cinco a dez tostões mensais, no inicio dos anos vinte. Eram pequenas casas alinhadas em fila que foram dando corpo ao que hoje a rua Manuel Pacheco Nobre, que liga a artéria central da cidade, Rua Miguel Bombarda, à rotunda do Lavradio.
Entre a estação do Barreiro A, concluída em 1935 e a rua Braz,  à volta da cordoaria do Nicola, nascem dois novos bairros: O “Bairro Miranda” e a “ Vila Manso” [2]
O Bairro Miranda é um dos poucos conjuntos habitacionais que ainda existe, sem grande alterações ao seu aspecto inicial.
O primeiro bairro mandado construir pela CUF, projectado de raiz e de propriedade da empresa, tendo em vista a acomodação das famílias operárias que nela laboravam. A sua construção teve início em 190 e era composto “de”…92 casas individuais para os operários e quatro para os quadros superiores, de tamanho e qualidade nitidamente superiores” [3] . Deste bairro, situado entre a via  férrea e o Bairro das Palmeiras, já quase nada existe.
ARFER